O que é Design Thinking?

Definição, processo e como aplicar.
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O mercado, de modo geral, muda o tempo todo. A concorrência está sempre de olho em melhorias para seus produtos ou serviços e os consumidores estão em constante evolução com seu senso crítico, tornando a decisão de aquisição cada vez mais complexa. Neste cenário, uma empresa só se destaca se, de algum modo, conseguir agregar valor ao dia a dia do seu cliente. E, para isso, precisam estar preparadas para dar novos significados a seus produtos ou serviços em qualquer momento.

O que é?

O Design Thinking é um conjunto de métodos e processos prático-criativos, que juntos auxiliam na identificação de problemas e soluções com o objetivo de promover inovação.

Basicamente a metodologia se “apodera” de ferramentas presentes no mundo do Design que são utilizadas para o levantamento de informações, análise de conhecimento e proposta de soluções.

O processo

O processo possuí 4 “etapas”, mas o ideal é que eles sejam pensados de forma linear pois quando você estiver praticando esse processo, notará que diversas vezes se encontrará indo e voltando de uma para a outra sem mesmo perceber. Por isso, não se limite e não pare de pensar em nenhum momento porque determinada coisa deveria ser vista mais pra frente ou porque já está definida.

Fonte: SEBRAE

Antes de conhecer as fases, saiba que é importante montar “Equipes multidisciplinares, que buscam entender os consumidores e suas necessides para cocriar soluções mais inteligentes e criativas” (MJV). Ou seja, envolver pessoas de diversas áreas que possuam conhecimentos valiosos para participar do projeto e até mesmo o envolvimento do público alvo, quando possível.

1- Imersão

Todo projeto tem início com uma fase investigativa, nela a equipe envolvida tenta identificar e se aproximar do problema em diversos aspectos e contextos.

Primeiro deve ser realizada uma pesquisa premilinar, onde todas as informações são bem vindas e nela é comum realizar entrevistas, trabalhos em campo, etc. Com todas as informações em mãos, será preciso analisar e anotar todos os insights que surgirem em cartões (ou os famosos post-its) para facilitar o manuseio, criação de diagramas de afinidades, mapas conceituais, etc.

2- Ideação

Nessa fase é bem comum a utilização de técnicas para geração de ideias com Workshops de Cocriação.

Aqui são realizados brainstormings e o senso crítico e analítico pode ser deixado lado até o momento de decidir qual será o caminho a ser seguido.

3- Prototipação

Na terceira fase as decisões começam a ser feitas e o produto ou serviço começa a tomar forma através da prototipação.

O protótipo ajuda a tonar a ideia escolhida tangível por meio de uma representação do real. Em um primeiro momento, pode ser pensando apenas em um MVP (Minimum Viable Product) para validar as decisões tomadas e, depois de testadas, a equipe tem a tarefa de refeiná-las para então seguir com um protótipo mais completo.

4- Desenvolvimento

Depois da ideia ter sido validada e refinada, o produto ou serviço deverá passar para a faze de “finalização”. Mas lembre-se, o processo de desenvolvimento e evolução devem ser contínuos e você só conseguirá frazer isso monitorando o projeto após sua implementação. Ou seja, o trabalho não acaba aqui.

Por que utilizar post-it?

Os post-its viraram praticamente sinônimo de Design Thinking, mas a importância deles vai muito além da estética descontraída.

Eles existem justamente para anotações ou até lembretes e, quando estamos no processo de criação, isso é muito legal pois permite uma visualização mais ampla de todas as notas (as quais devem ser objetivas como palavras-chave e não textões). Além disso, como o processo utiliza muitas ferramentas que exigem classificaçãões das ideias, eles permitem a migração de posição com maior facilidade e conforme você for trabalhando, irá notar que se não fossem os post-its, sua vida estaria muito mais complicada.

Então, sempre que for iniciar uma dinâmica, tenha em mãos MUITOS post-its, hidrocores e painéis brancos disposiníveis para a galera usar e abusar pois quando visualizamos as coisas, conseguimos pensar melhor.

Como aplicar na minha empresa?

Eu já falei aqui sobre a importância dos processos de Design. O Design Thinking pode ser aplicado a qualquer tipo de projeto e geralmente as dinâmicas, assim como sua implementação, são conduzidas por Designers.

Você pode começar tentando implementar essas fases no cronograma das suas atividades do dia a dia e enfatizando que será necessário a participação de diversos especialistas para ajudar a construir o projeto, assim como, levar a ideia de cocriação para dentro da sua empresa. Afinal, ainda é muito comum profissionais que nunca tenham conversado sobre suas ideias de melhoria para o produto ou serviço que trabalham e ouvir, SEMPRE, é algo muito valioso. Aliás, trabalhar ser Designer é quase ser um Psicológo de vez enquando.

Eu acredito que a grande sacada dessa metodologia, assim como tantas outras (Scrum, Design Sprint, etc.), é promover a integração e a multidisciplinaridade fazendo com que os profssionais consigam divergir e convergir o tempo todo para então chegarem na melhor solução.

Reprodução Google.

Mas, com o tempo, o Design Thinking pode se tornar um processo maçante. Por isso sempre digo que, metodologias existem para nos conduzir através de algo que ainda não sabemos muito bem como organizar, elas só funcionam ou podem ser consideradas realmente boas se, com a sua prática, possamos aprender, evoluir e sermos capazes de criar o nosso próprio método.

Então, se julgar ser uma boa ideia, comece por ele, mas não esqueça de aprimorar esse processo criativo com o passar do tempo.