UX não é uma área nova
Nesse artigo você irá conhecer a evolução da “experiência do usuário”.

Há 12 anos atrás escolhi estudar Design Gráfico. Na verdade, eu não sabia muito bem o que estava fazendo, só sabia que gostava de perder horas e horas do meu dia na frente de um computador.
Quando fiz meu TCC, descobri que o que eu mais gostava era de saber o porquê das coisas e foi então que, em 2012, caí em uma “nova área”, a tal “experiência do usuário”.
Na época não existiam cursos, mal víamos sobre isso na faculdade (não com esse nome) e o que me restou foi aprender praticando e lendo muito. Mas, conforme eu ia estudando, notava relações com coisas que eu havia visto na faculdade e que naquela época não pareciam ter ligação direta com “experiência do usuário”.
Por exemplo, quando tive aula de ergonomia, no terceiro ano da faculdade, achava aqueles cálculos para saber qual era a melhor posição de uma cadeira a maior chatisse do mundo. Mas, pegando a definição de ergonomia, temos o “estudo científico das relações entre homem e máquina com o objetivo de oferecer segurança e eficiência no modo como eles interagem entre si.” Ou seja, na verdade tudo aquilo era apenas um “gostinho” do que seria um projeto centrado no usuário.
Um pouco de história da ergonomia
Oficialmente, a ergonomia nasceu em 1.949 logo após a 2ª guerra mundial. Aliás, ela nasceu derivada da guerra pois os aviões, tanques e armas daquela época não haviam sidos projetados com adaptações às características humanas. Isso fez com que os exércitos perdessem muitos soldados por causa de erros na operação e foi aí que engenheiros, médicos e cientistas começaram a trabalhar na adaptação.
Logo em seguida, a ergonomia foi para as fábricas com o objetivo de melhorar os postos de trabalhos e sua evolução chegou até ao processo cognitivo humano, onde ela passou a estudar os sistemas e entrou no mundo da informática.
Nesse momento, os conceitos da “experiência do usuário” começaram a existir e foram se consolidando ao longo dos anos.
A Evolução da “experiência do usuário”
Com essa historinha, percebemos que a “experiência do usuário” não é uma área nova, certo?! Então, vamos aos fatos:

1980: a era da utilidade
Nessa época, os computadores começaram a chegar na casa das pessoas com o objetivo de facilitar as atividades do dia a dia. No artigo anterior comentei sobre a “interface gráfica do usuário”, lembra?! (clique aqui para ler o artigo). Foi nessa época que as pessoas tiveram contato com a “mesa de trabalho” digital, onde era possível abrir pastas, escrever em folhas, etc.
1990: a era da usabilidade
A história de criar projetos adaptados ao repertório e as necessidades dos usuários começou a dar tão certo, que nesse período a usabilidade surgiu para reforçar que um produto deveria ser de fácil aprendizagem, efetivo em contextos de usos variados, tivesse bom desempenho, flexibilidade e utilidade.
2000: a era da rentabilidade
Com o aprimoramento dos estudos em usabilidade, notou-se que os projetos centrados no usuário estavam trazendo ganhos incríveis para os produtos e isso tinha um potencial imenso de aumentar a lucratividade das empresas. Foi então que surgiram coisas como funil de vendas, número de visitantes, comportamento do usuário, jornada do usuário, etc.
2010: a era da estrategibilidade
Todos esses anos de estudos foram importantes para amadurecer os conceitos e conhecimentos de como a “experiência do usuário” influencia nas decisões das pessoas. Com isso, muitas empresas perceberam que a “experiência do usuário” não deveria ser trabalhada isoladamente, mas deveria fazer parte da estratégia de negócio pois ser escolhido no meio das milhares opções disponíveis e fidelizar clientes passou a ser o maior desafio.
É por isso que a “experiência do usuário” NÃO pode ser responsabilidade apenas de um profissional. Assim como também é por isso que nem eu e nem ninguém pode ser chamado de “UX Designer”.
Agora, fica a dúvida: qual será a próxima “fase” da “experiência do usuário”?

