Blade Runner x Smart Cities: Análise

Recebemos como missão fazer uma análise do clássico filme cult “Blade Runner” e traçarmos um paralelo com o tipo de cidade em que queremos viver no futuro como trabalho de conclusão de curso — teoricamente, uma cidade “inteligente” (termo que ainda estamos decifrando em sua definição).

Nenhum dos integrantes tinham assistido o filme, então tudo que sabíamos era que tinha como proposta explorar um cenário futurista, em que a inteligência artificial não só se tornou uma realidade, como uma ameaça para a humanidade.

Decidimos aproveitar as dicas dos professores e antes de assistirmos ao filme, lemos o roteiro original de Hampton Fancher e David Peoples: http://www.trussel.com/bladerun.htm (para os interessados em terem a mesma experiência). Nunca tínhamos feito esse exercício, mas achamos muito interessante, pois cada pessoa construiu a sua própria percepção da estética e dos personagens, bem diferente do resultado real. Em geral, preferimos a leitura do roteiro ao filme principalmente por causa do ritmo que foi dado a versão no cinema — o que aparentemente foi grande alvo das críticas ao filme na época. Talvez seja por isso ou pelo fato de ser uma quarta-feira pós trabalho em que estávamos cansados, mas todos dormiram na primeira tentativa de assistirmos!

Seguindo com as dicas, também combinamos de assistir o filme separados, porém juntos via interação no WhatsApp. Na hora do filme ficamos imersos e fizemos poucos comentários, mas acabou gerando uma boa discussão no dia seguinte sobre algumas tecnologias inventadas bem avançadas para a época, com resquícios de influências mais antigas e o contexto geral do filme:

Partimos para a análise técnica do filme no formato sugerido pelos professores e aos poucos, fomos compreendendo as influências dos grandes autores e produtores por trás do filme, o fundamento da estética forte e opressora, os signos, ritos e mitos, o contexto geral (político, ambiental, social e econômico) e as oportunidades que enxergamos diante desse cenário.

Com esta análise esperamos conseguir projetar uma ideia de cenário futuro que queremos para as nossas cidades, usando o filme como inspiração para antever necessidades e desafios que podem estar por vir.

Apesar de termos concordado com algumas críticas da época, o filme sem dúvidas merece o seu status como um dos mais importantes na história do cinema pela sua criatividade e complexidade do enredo construído há 35 anos atrás. Teoricamente, este seria o mundo em que estaríamos vivendo até 2019 — daqui a apenas 2 anos. Ficamos aliviados que não se concretizou! O curioso é que uma das suposições mais disruptivas do filme parece ter começado a tomar corpo recentemente, visto como um sonho audacioso projetado pelo empresário Elon Musk — a colonização do espaço pela humanidade.

Este ano ainda está previsto o lançamento do remake de Blade Runner com cenário futuro em 2049. Vamos ver o que nos aguarda dessa vez…