Startups: novas maneiras de empreender

Todo negócio começa a partir de uma ideia, e com as startups não poderia ser diferente. Essa nova maneira de empreender está em alta nos últimos anos e traz muitos benefícios para o empreendedor que tem uma boa ideia, mas ainda não sabe o que fazer com ela.

O mundo atual está totalmente ligado aos conceitos de tecnologia e inovação, de experimentar novos formatos e buscar novas relações dentro do ambiente de trabalho. Empresas como Google, por exemplo, trouxeram uma noção diferenciada de ambiente corporativo. Competitividade, agressividade e pressão ainda ditam as regras, mas entre essas variáveis foram inseridas palavras como criatividade, momentos de lazer e flexibilidade de horário. Se há alguns anos isso poderia ser um problema para as empresas, hoje é sinônimo de alta performance e produtividade.

O objetivo das startups é buscar soluções criativas para os problemas do mundo. Muitas delas estão mostrando mais do que se propuseram, resultando em um crescimento total do setor de 18,5% nos últimos seis meses, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). A principal razão desse resultado é a velocidade com que as startups crescem comparadas às empresas tradicionais: enquanto uma organização comum cresce de 10% a 20% ao ano, uma startup pode ter crescimento de até 200% no mesmo período.

Entre os segmentos que mais têm crescido dentre as startups destaca-se a área de desenvolvimento de aplicativos para smartphones. Com a presença crescente dos telefones celulares na vida das pessoas — só no Brasil são 168 milhões de usuários ativos — não soa estranho pensar que a criação de aplicativos pode ser uma nova maneira de empreender e transformar aquela ideia que ainda está no papel em um negócio extremamente lucrativo. Entretenimento, comércio eletrônico e mídia também vigoram entre os modelos de startups com grande crescimento no país.

Primeiros passos

Para abrir sua própria startup é preciso, acima de tudo, arriscar-se. Por se tratar de um novo modelo de negócio, as pessoas ainda se veem receosas em investir dinheiro sem ter a certeza de lucratividade. Portanto é preciso saber, e principalmente, encontrar um nicho de mercado ainda não explorado ou em ascensão, que te permita experimentar sem medo de errar.

É importante ter em mente também que empreender não é para qualquer um. É preciso foco, propósito, determinação e uma boa dose de ousadia, tanto para se aventurar no mundo das startups, como para abrir seu próprio modelo de negócio. Entender como o consumidor age, o que ele quer e como ele quer, são também ferramentas importantes para se destacar dentro de um turbilhão de ideias criativas que estão começando a sair do papel.

Se está difícil colocar seu projeto em pé com investimentos próprios, outro atrativo que as startups trouxeram são os chamados “aceleradores”. Em parceria com fundos de investimento e investidores anjo, empresas de grande porte ou de alto poder aquisitivo investem em startups recém-nascidas que precisam daquele empurrão para definir seus primeiros produtos e formar seu capital. Nos últimos meses, segundo a Fundação Getúlio Vargas, mais de R$50 milhões foram investidos em planos de aceleração de negócios para Startups. O número de empresas que vem realizando tal serviço também cresceu exorbitantemente, somando hoje 41 organizações.

Não faltam motivos para empreender de maneira diferente. As startups são uma excelente alternativa aos antigos modelos de negócio, e apresentam cada vez mais adesão ao mundo corporativo que vem surgindo: cooperação, rápido crescimento, flexibilidade de escolhas e uso primário de tecnologia. Anote essas palavras, elas vão estar no seu vocabulário mais rápido do que você imagina.