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Afinal, o que é uma startup?

As startups são empresas jovens que desenvolvem produtos e serviços inovadores. Com modelo de negócio repetível e escalável, elas têm potencial para crescer rapidamente e têm atraído investidores em busca de bons retornos

SMU Investimentos
Jan 13 · 7 min read

Por Gabriela Fachin

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A expressão startup surgiu na área de empreendedorismo há algumas décadas, nos Estados Unidos. Mas foi entre 1996 e 2001, com a Bolha da Internet, que a palavra ficou mais conhecida no Brasil. Em resumo, startups são empresas que estão em sua fase inicial e apresentam produtos e serviços inovadores. Seu modelo de negócio pode ser replicado sem dificuldade e elas têm potencial de crescer rapidamente.

Outra característica importante que define uma startup é a possibilidade de ganhar escala, sem aumento proporcional dos custos e em pouco tempo. Isso porque seus produtos e serviços podem conquistar uma grande quantidade de clientes e usuários num curto intervalo de tempo, enquanto os custos de operação crescem a taxas menores que o faturamento. Como no geral usam a tecnologia de maneira intensiva, principalmente a Internet e as tecnologias da informação, as startups desenvolvem produtos que podem ser reproduzidos com baixo esforço.

Apesar de as startups estarem inseridas num cenário incerto, já que vários aspectos de seu modelo de negócio ainda estão pouco definidos nesse início de vida da empresa, a possibilidade de crescimento a curto prazo atrai muitos investidores a buscar como montar um portfólio de startups para diversificar seus investimentos.

Características de uma startup

Mesmo que não dê para definir uma startup por sua receita, lucro ou número de funcionários, há quatro aspectos principais que as diferenciam: inovação, escalabilidade, repetibilidade e flexibilidade e rapidez.

Inovação

A startup desenvolve um produto ou um serviço novo. Em outras palavras, ela apresenta uma solução que não é óbvia para o mercado a que se direciona. A inovação também pode estar presente em características novas no modelo de negócio da empresa.

Escalabilidade

O modelo de negócio de uma startup deve ser escalável, ou seja, ele precisa ser capaz de atingir um número alto de consumidores ou usuários com rapidez e custos relativamente baixos.

Repetibilidade

A capacidade de repetir o modelo de negócios é outra característica de uma startup. Isso quer dizer que a reprodução da experiência de consumo, seja de um produto ou serviço, deve acontecer de forma simples e sem demandar o aumento de recursos humanos ou financeiros proporcional ao crescimento do número de clientes. Geralmente as startups contam com estrutura e equipe enxutas.

Por exemplo, vamos supor que um escritório de arquitetura precise de dez arquitetos para desenvolver cinco projetos. Se o estúdio conseguir fechar dez projetos, vai demandar 20 arquitetos para o trabalho. Os recursos humanos crescem proporcionalmente ao serviço, então o escritório de arquitetura não é um negócio com escalabilidade nem repetibilidade.

Já uma empresa de software como serviço — ou Software as a Service (SaaS), como o Dropbox ou a Netflix — é capaz de atender o dobro de usuários sem dobrar os recursos humanos. Esse é um modelo de negócio repetível e escalável, porque a proporção entre o número de clientes e o de funcionários diminui com o tempo.

Flexibilidade e rapidez

Por se inserir num cenário competitivo e incerto, a startup precisa ser flexível e ágil para responder e se adaptar às demandas de seu mercado.

O que é uma startup unicórnio?

Referência à raridade do ser mitológico, o termo unicórnio é atribuído a startups que, graças a um crescimento exponencial, são avaliadas em mais de US$ 1 bilhão por uma agência de capital de risco.

Em 2019, o Brasil alcançou a marca de nove startups unicórnio: 99, Ebanx, Gympass, iFood, Loggi, Nubank, PagSeguro, QuintoAndar e Stone.

Por que as startups têm sido tão atrativas para os investidores?

Investir em startups é um segmento um tanto recente, por isso muitos investidores questionam os prós e os contras. Apesar de ser um tipo de aplicação de risco, por causa das características desse tipo de empresa, ele tem o potencial de oferecer bons retornos.

Os investimentos em startups são de renda variável. Quem inclui um portfólio de aporte em startups em sua carteira está em busca de diversificar seus investimentos e, principalmente, de alcançar retornos muito superiores aos que se consegue obter com investimentos de renda fixa.

A razão disso é que, em teoria, não existe um limite do quanto a startup pode crescer em um período. Assim, a aplicação em uma startup tem possibilidade de retornos ilimitados ou unlimited upside, em Inglês. O tempo para uma startup alcançar o estágio de unicórnio, por exemplo, tem sido cada vez menor. A startup Jet.com, site de compras com um algoritmo de preço dinâmico, foi avaliada em US$ 1 bilhão depois de apenas quatro meses do seu lançamento.

Mesmo que não ocorra um crescimento exponencial como o de uma startup unicórnio, há outro dado que explica por que os investimentos em empresas jovens são tão atrativos: elas crescem em média 200% ao ano, enquanto a taxa de crescimento das empresas tradicionais é de 20%.

O crescimento de uma startup é bem mais alto do que de uma grande empresa cotada na bolsa de valores por um motivo simples: a primeira está em seu estágio inicial, em um porte que representa apenas uma fração de seu potencial; já a segunda opera quase em sua capacidade máxima.

Um dos benefícios do investimento em startups é a chance de poder investir no momento inicial de uma empresa com capacidade de se tornar grande. Assim, o investidor visa que o valor aplicado na startup lhe renda múltiplos desse aporte a longo prazo.

Fases e modalidades de investimento em startups

O investimento em empresas jovens tem um glossário próprio e muita gente fica em dúvida sobre como calcular a participação no investimento de uma startup. Elas passam por três fases de investimentos para se financiar, desde a ideia inicial do negócio até a abertura de capital da empresa, e existem quatro modalidades principais de aporte nessas empresas: investimento-anjo, crowdfunding de investimentos, venture capital e private equity. Conheça-os abaixo:

Fases de investimento

Pré-seed — Fase 1

É o primeiro passo da startup em busca de captação de recursos. Nesse estágio, a empresa ainda está começando a executar seu projeto, estudando viabilidade de produto ou serviço, estratégias de marketing e planejamento de vendas. Ainda não há faturamento e os potenciais investidores são os próprios empreendedores do negócio (bootstrapping), incubadoras e aceleradoras.

Seed — Fase 2

Com os investimentos captados nesse estágio, a empresa visa arcar com os custos de suas despesas iniciais, como o desenvolvimento do produto ou serviço, a aplicação de pesquisas de mercado, contratações estratégicas e ajustes finais do plano de negócio. Os recursos também são usados para garantir que a empresa se mantenha estável até que atinja a autossustentação. Quem investe na fase seed são principalmente Micro Ventures, investidores-anjo e crowdfunding de investimentos.

Crescimento — Fase 3

Nesse estágio, a empresa já está consolidada no mercado e começa a atrair a atenção de fundos de investimento, que oferecem valores significativos em troca de percentuais de participação.

Para continuar crescendo, a empresa capta fundos por meio de rodadas de investimento. Após algumas rodadas de investimentos, o próximo passo é a abertura de capital.

Modalidades de investimento

Investimento-anjo

Investidores-anjo são associados ao termo smart money, pois costumam ser investidores experientes e que podem, além de contribuir com recursos financeiros, agregar valor à empresa por meio de seus conhecimentos e seu networking, atuando geralmente como mentores.

Crowdfunding de investimentos

O crowdfunding de investimentos foi regulamentado no Brasil pela CVM em 2017, instaurando essa nova modalidade no país. Trata-se de um financiamento coletivo de startups por meio de plataformas on-line, em que empresas promissoras em estágio inicial são disponibilizadas para a captação de recursos. As startups ofertadas geralmente passam por uma curadoria rigorosa, de modo a garantir mais segurança ao investidor. Os aportes iniciais são quantias a partir de R$ 1 mil, o que tem democratizado o acesso a boas oportunidades de investimentos.

Antes de iniciar sua jornada pelo crowdfunding de investimentos, é importante escolher uma plataforma de confiança, pois, apesar do grande potencial de crescimento dessas aplicações, investir em startups por meio dessa modalidade é arriscado.

A SMU, além de ser regulamentada pela CVM e oferecer essa pré-seleção, é a única plataforma que investe em todas as startups que disponibiliza, de modo que, além de cliente, você também se torna um parceiro de investimentos. Se você ficou interessado, é possível fazer um cadastro para receber mais informações.

Venture Capital

Conhecido também como capital de risco, é um fundo de investimentos que tem como foco empresas inovadoras que desejam dar início a suas primeiras expansões, visando atingir um novo patamar de mercado.

Os investimentos de venture capital são realizados por meio de aquisição de direitos de participação ou de ações, com o objetivo de obter retornos com possíveis lucros advindos da venda da empresa, de fusão com outra companhia ou da abertura de capital.

Private Equity

O private equity tem foco em investimentos em empresas mais maduras, já estabelecidas no mercado e capazes de gerar receita e fluxo de caixa significativos. Além disso, quando uma startup recebe recursos via private equity, ela costuma já ter recebido outros investimentos antes. Desse modo, em relação ao venture capital, o perfil de risco no private equity é menor.

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