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Como a Selic em baixa afeta a vida do investidor

Além de influenciar os juros de empréstimos, a alteração da taxa básica de juros também impacta as aplicações. Com o corte na Selic e a pandemia do coronavírus, diversificar o portfólio de investimentos se torna ainda mais importante. Veja as opções mais recomendadas

SMU Investimentos
Apr 13 · 5 min read

Por Gabriela Fachin

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A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve de referência para as demais taxas de juros praticadas no país, entre elas as cobradas em empréstimos e financiamentos, além dos retornos oferecidos por alguns investimentos.

A sigla significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um sistema usado pelo governo para a emissão, compra e venda de títulos do Tesouro Nacional. A taxa de mesmo nome está relacionada aos juros desses títulos públicos.

Criada em 1979 como uma ferramenta do Banco Central do Brasil para controlar a inflação, a Selic é estabelecida a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que pode aumentá-la, diminui-la ou mantê-la estável.

Em sua última reunião, no dia 18 de março, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic de 4,25% para 3,75% ao ano. Com a queda de 0,5 pontos percentuais, o juro básico alcançou uma nova mínima histórica e contrariou as expectativas do mercado, que previa um corte para 4% ao ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central.

Ao estabelecer uma taxa de juros mais baixa, o BC acompanha o movimento de outros bancos centrais como o Federal Reserve, dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra, em resposta à desaceleração do crescimento da economia global causada pela pandemia do coronavírus. O corte na Selic tem como objetivo baixar os juros do mercado e em consequência deixar o crédito mais barato para empresas, de modo que possam se capitalizar.

Além de influenciar os juros de empréstimo, as alterações da taxa Selic também impactam as aplicações. Com a diminuição da taxa, os rendimentos caem proporcionalmente em títulos públicos ligados à Selic e em investimentos de renda fixa.

Os retornos nos títulos do Tesouro Direto, por exemplo, são diretamente afetados pelo corte na Selic. O ambiente de incertezas na economia também está afetando os títulos do Tesouro, cujos preços nunca estiveram tão voláteis.

Ainda, as alterações na taxa básica de juros têm efeito sobre o CDI, índice de rentabilidade muito usado por investimentos de renda fixa: quando a Selic tem uma queda, o CDI a acompanha e fica mais baixo.

A rentabilidade da poupança também sofre o impacto da Selic. No momento atual, com a taxa em 3,75% ao ano, a poupança rende apenas 70% da Selic. Em outras palavras, os juros que já não eram expressivos, ficam ainda menores.

Ter um portfólio de investimentos diversificado se mostra ainda mais importante no período atual, com a Selic baixa e incertezas na economia mundial diante da pandemia do coronavírus. Enquanto as aplicações de renda fixa são importantes para manter uma reserva de emergência, aportes com maior risco podem oferecer retornos mais interessantes. Mas a maneira como você vai ampliar sua carteira de investimentos sempre depende do seu perfil de investidor e dos seus objetivos.

Especialistas aconselham manter na renda fixa a reserva de emergência ou até o dinheiro que será aplicado em outras modalidades. Mesmo com o corte recente na Selic, os títulos vinculados a ela ainda são a opção mais indicada, por serem aplicações seguras e garantirem liquidez a qualquer momento.

Títulos pós-fixados, como LCIs, LCAs ou CDBs, e fundos de crédito privado também são alternativas, porém mais arriscadas que o Tesouro Direto.

Como não se sabe o que vai acontecer com a Selic a longo prazo, o investidor deve evitar os títulos prefixados. Isso porque se a taxa básica de juros aumentar, os papéis tendem a perder rentabilidade.

Quem deseja diversificar sua carteira nesse momento, pode buscar novas modalidades de fundos de investimento que costumam ter uma boa performance em períodos conturbados. Entre eles estão fundos de ações que investem no exterior efundos quantitativos, que se munem de inteligência artificial e dados históricos na tentativa de antever o futuro da aplicação.

Fundos imobiliários também podem ser uma boa opção para ampliar o portfólio, já que a expectativa é de que o mercado de imóveis continue se recuperando a longo prazo.

Comprar ações na bolsa de valores tem seus prós e contras. Apesar de ser uma oportunidade de adquirir papéis a preços baixos, o investidor deve visar os retornos a longo prazo e estar ciente que a bolsa tende a continuar volátil no período da pandemia.

As startups estão acostumadas a se desenvolver em cenários de extrema incerteza. É característico das empresas jovens ter modelos de negócios digitais e escaláveis, além de contar com equipes enxutas que não raro trabalham em sistema de home office. Assim, os impactos da instabilidade na economia e das medidas de isolamento social têm sido bem menores nas startups.

Inclusive, muitas estão apresentando soluções para combater os efeitos da pandemia. Iniciativas colaborativas como a #StartupsVsCovid19 e a SOS Covid 2019 contribuem na área da saúde. Já na questão econômica, as empresas jovens ajudam as pessoas a tocar seus negócios com serviços de delivery e e-commerce, além de diversas ferramentas e plataformas digitais.

“Se investir em startups no Brasil já era um ótimo caminho que muitos estavam seguindo, agora com as bolsas oscilando e caindo, taxa Selic menor, dólar subindo e mercado muito incerto em todos os sentidos, investir em negócios inovadores que resolvem problemas existentes e urgentes se tornou definitivamente uma ótima oportunidade de investimento neste momento. Na minha opinião, postergar investimento agora só pelo argumento do medo é sinônimo de perder os melhores deals e oportunidades”, diz o empreendedor e investidor João Kepler, em artigo publicado na Gazeta do Povo.

Mas como começar a investir em startups? O crowdfunding de investimentos é uma maneira segura para fazer aportes, porque as plataformas costumam fazer uma seleção das startups que captam. A SMU, além de ser regulamentada pela CVM e oferecer uma curadoria criteriosa de empresas, é a única plataforma que investe em todas as startups que disponibiliza. Além de cliente, você também se torna nosso parceiro de investimentos. Se você ficou interessado, é possível fazer um cadastro no site da SMU para receber mais informações.

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