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Quais são as fases de investimento em startups no Brasil?

O ecossistema brasileiro de startups tem crescido consideravelmente nos últimos anos, despertando o interesse não só de investidores do Brasil, mas também de fundos internacionais de investimento

SMU Investimentos
Nov 13, 2019 · 5 min read

Por Maria Marta Cursino

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Já são 9 unicórnios no país, e o roxinho Nubank despontou como primeiro decacórnio brasileiro, sendo avaliado em US$ 10 bilhões.

Em vista desse cenário promissor, muitas pessoas têm se interessado por investir em startups, já que, apesar de ser uma aplicação de risco, possui grande potencial de retornos lucrativos. Além disso, com a popularização das plataformas de crowdfunding de investimentos, aplicar em empresas em estágio inicial tem se tornado um processo cada vez mais democrático, considerando que o valor dos aportes iniciais é de a partir de R$ 1 mil.

Se você já investe ou tem interesse em investir nessa modalidade, neste artigo explicaremos quais são as fases de investimentos pelas quais as startups passam para se financiar, desde a ideia inicial do negócio até a abertura de capital da empresa.

É o primeiro passo da startup em busca de captação de recursos para seguir adiante com sua ideia. Nesse estágio, a empresa ainda está começando a executar seu projeto, estudando viabilidade de produto ou serviço, estratégias de marketing e planejamento de vendas. Ainda não há faturamento, e os potenciais investidores são os próprios empreendedores do negócio (bootstrapping), incubadoras e aceleradoras.

  • Bootstrapping: os empreendedores financiam a ideia de sua empresa com dinheiro do próprio bolso. Praticamente todas as startups passam por essa etapa até encontrar outras formas de captar recursos. Amigos e familiares também podem apoiar a ideia, justificando o porquê de o termo FFF (fools, friends and family) ser famoso no ambiente de inovação.
  • Incubadoras: além de oferecer espaço físico e suporte técnico e gerencial, como consultoria financeira e de modelo de negócios, auxiliam também na formação dos empreendedores, facilitando o acesso a tecnologia e os processos de inovação. São parceiras importantes de empresas em estágio inicial, geralmente com até 5 anos de existência.
  • Aceleradoras: são empresas ou programas de empresas que, em troca de uma porcentagem de participação no negócio, investem na orientação de empreendedores por meio de treinamento, mentoria, networking e outros serviços, facilitando o acesso de startups a financiamento.

Com os investimentos captados nesse estágio, a empresa visa arcar com os custos de suas despesas iniciais, como o desenvolvimento do produto ou serviço, a aplicação de pesquisas de mercado, contratações estratégicas e ajustes finais do plano de negócio. Além disso, os recursos também são usados para garantir que a empresa se mantenha estável até que atinja a autossustentação.

Os investidores que apostam nessa fase geralmente estão buscando diversificar sua carteira de investimentos, então escolhem aportar em várias empresas para que, com seu crescimento e sua expansão, as chances de alcançar bons retornos sejam maximizadas.

Quem investe na fase seed são principalmente Micro Ventures, investidores-anjo e crowdfunding de investimentos.

  • Micro Ventures: investidores, atuando por meio de fundos ou veículos próprios de investimento, injetam, em troca de porcentagem de participação, capital em startups com grande potencial de crescimento.
  • Investidores-anjo: são associados ao termo smart money, pois costumam ser investidores experientes e que podem, além de contribuir com recursos financeiros, agregar valor à empresa por meio de seus conhecimentos e seu networking, atuando geralmente como mentores.
  • Crowdfunding de investimentos: existem diversas plataformas on-line de financiamento coletivo, em que são disponibilizadas startups que buscam captação de recursos. Nessa modalidade, é possível investir quantias a partir de R$ 1 mil e, ao fazer um aporte, o investidor compra uma porcentagem de participação no negócio. Normalmente, as startups ofertadas pelas plataformas possuem uma meta de arrecadação e um determinado prazo para cumpri-la. Se essa meta não for alcançada, ocorre a devolução dos valores investidos.

Nesse estágio, a empresa já está consolidada no mercado e começa a atrair a atenção de fundos de investimento, que, na expectativa de ótimos retornos no futuro, oferecem valores significativos em troca de percentuais de participação.

Para continuar crescendo, a empresa capta fundos por meio de rodadas de investimento, que também são chamadas de séries e seguem a ordem alfabética: Série A, Série B, Série C e assim por diante.

  • Série A: é a primeira rodada de financiamento de capital de risco. A empresa já tem modelo de negócio definido, mas precisa testá-lo. O produto ou serviço encontra-se bem desenvolvido, há uma base de clientes consistente e o faturamento já é significativo. A principal modalidade de investimento nessa fase são os fundos de Venture Capital e os Crowdfundings de Investimento, também conhecidos no Brasil como capital de risco, em que investidores compram um percentual de participação em empresas já com faturamento expressivo, mas que ainda não atingiram seu potencial máximo. Com esse investimento, visam a futura valorização do negócio, para posteriormente lucrar no exit.
  • Série B: com a empresa consolidada, o objetivo é tornar o negócio escalável. Os recursos captados são destinados a buscar novos mercados, aperfeiçoar processos e estratégias de marketing e a desenvolver outros mecanismos que possam agregar ainda mais valor à empresa. Os investidores de Séries B normalmente são os mesmos das Séries A, e os aportes podem chegar a dezenas de milhões
  • Série C: nesta rodada, a startup já encontra-se bem desenvolvida, e os principais objetivos são buscar mercados internacionais, acelerar o crescimento e adquirir outras empresas. Os aportes podem chegar a centenas de milhões e costumam ter origem em fundos de Venture Capital, braços de investimentos de grandes bancos e Private Equity, que é uma modalidade de investimentos em que um fundo adquire participação em empresas já desenvolvidas com o intuito de obter lucros com sua posterior venda.

Após algumas rodadas de investimentos, o próximo passo é a abertura de capital. O IPO (Initial Public Offering), isto é, quando os proprietários vendem parte de seu negócio para acionistas, é muitas vezes um meio de financiar uma grande expansão, além de ser um grande reconhecimento do sucesso da empresa. Ao constar na Bolsa de Valores, as companhias de capital aberto passam também a ter um referencial no mercado, o que quer dizer que, no fim das contas, o preço das ações da empresa acaba fazendo parte de seu marketing.

Tendo tudo isso em vista, para ser investidor de uma empresa de sucesso, a estratégia mais recomendada é montar um portfólio de startups diversificado. Assim, você minimiza riscos e maximiza lucros. Existem diversas plataformas on-line de crowdfunding de investimentos em que as startups ofertadas passam por uma pré-curadoria, oferecendo mais segurança na hora de investir.

A SMU, além de ser regulamentada pela CVM e também oferecer essa pré-seleção, é a única plataforma que investe em todas as startups que disponibiliza, de modo que, além de cliente, você também se torna um parceiro de investimentos. Se você ficou interessado, é possível fazer um cadastro para receber mais informações.

Lembre-se de que estar bem informado é pré-requisito essencial quando se trata de investimentos. Só assim você estará apto a tomar boas decisões na direção de suas metas e objetivos.

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