A quase viagem

Conheci Evandro no Happn, sendo eu para-raio de maluco e o aplicativo um centralizador de doido, nem sei porque, meses depois, me peguei surpresa com tudo.

Evandro veio com a calma e charme de quem sabe. Jantares, conversas intermináveis, encontros, despedidas. Evandro era um cara legal. Desses com cabeça, presença, risada solta e uma certa malemolência.

Evandro era desses caras que fazem pensar: agora vai.

Vai dar merda, no caso.

Nos encontramos algumas muitas vezes, nos falávamos todos os dias e, depois de um tempo, combinamos de passar um final de semana juntos em Minas. Aí que depois de infinita pesquisa, ele encontrou um hotelzinho charmoso, fofo, etc etc etc. Tudo acertado, data definida, eis que uma semana antes ele me pergunta se me importo de trocarmos de hotel.

Mas ueh.

Não me importei, mas quis saber o porquê, já que ele quem escolheu e fez reserva. E foi então, amigos, que descobri que a estupidez humana não tem limite. A criatura pediu para trocarmos de hotel porque ele é Gay Friendly.

Sim.

Saí com um homofóbico e não percebi…