Como vai você?
Sério que se importa?

Deveras alguém importa lixo? … Afinal, importar remete a trazer para si algo que é exterior, que não tens; se me perguntas como estou e lhe respondo: que estou como pus de uma acne, a ponto de explodir, iria tu querer trazer para si tal angústia, que me serve de corda atada ao meu pescoço enquanto me equilíbrio em apoio de papel?. Acaso, lhe interessa sentir minha dor? Então, por que perguntas? Ainda, caso se importe, por que não te preocupas com as dores do mundo: estas, sim me importam e por isso me tiram a sede de beber da fonte da vida. O mundo, banhado em chorume não agrada nem mesmo as moscas que se alimentam da putrefação social que o engendra. Por isso, a vida do indivíduo se dilacera, por importar tamanha cólera, me coloco em estado terminal. Mesmo que te importasse com aquilo que reluz, não estaria o fazendo por empatia ou altruísmo, mas por inveja: não se importa o orgulho ou conquista alheio, pois estes dizem respeito ao exterior, mas à sua própria pessoa, interior, seus desejos, sua persona, sua inveja no outro: você no espelho. A Vitória de alguém aos seus olhos diz respeito à sua derrota, portanto não há como importa algo que já é próprio. Se insiste, serás falso, igual ao mundo. Portanto, não há dualidade no mundo dos pagãos, coisas boas e ruins, acaso deus habita nele para terdes coisas boas? Para o mundo só resta o não divino: nós.
Não quero ser introjetado em outrem, não me importo para que outros não me importem. Prefiro ser único: sujo, devasso, errante, eloquente, vil, ímpar, negado. Não importado. Sem importância. Nulo. Despercebido.
Sério que ainda se importa?
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