Desejo de morte
A morte que alivia a vida

Da cloaca surgimos, sujos pela esperança de uma vida, da esperança do planejamento em sermos só mais um de mesmo plano. Mais uma imitação daquilo que sempre foi imitado. Iterações cotidianas que denotam e formam nossas vidas, nela nossas vísceras sociais são expostas, nos apresentam como solução para o mar de pus que é o mundo, isso sem antes nos darmos conta que fazemos parte do mesmo: Somos a própria infecção.
Somos a esperança da espera, fomentamos a peste que assola o século e esfola a vida. Vida vazia, nefasta e voluptuosa, de acrobacias de um saltimbanco que se equilibra no fio da navalha: se arrisca por migalhas com um sorriso amarelo enquanto deseja ser esquartejado pela lâmina que limpa a ternura e o sofrimento.
Matar ou se matar, qual a formula da higiene? O mundo é muito sujo para ser vislumbrado.
A morte, limpa: não há germe, vírus ou bactérias que resista ao propósito da sanidade. Insanidade: não seria isso nós? Germes que se proliferam.
A lâmina é o éter, que limpa a insanidade e traz sanidade.
Somos muito asseados para vivermos mediante a sujeira social que somos.
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