Pare!

Quanto custa a vida?

Vivemos em um mundo quantitativo, da quantidade de horas, calorias, relatórios, dinheiro, juros, lucros, de tempo de vida restante.

Enquanto convivemos com a "quantidade" deixamos de lado a qualidade, isso por que vivemos nossos dias como se estivéssemos em uma maratona, uma corrida, que enquanto submetidos a ela deixamos de perceber as coisas ao nosso redor.

Tudo passa correndo aos olhos, o tempo reduz e o espaço se limita ao nosso corpo. Ao Eu

Quando estamos correndo para algo ou de algo estamos com o mundo externo reduzido à obstáculos que necessitam ser medidos, calculados. Passamos a ver nosso mundo interior como sendo a meta maior, o que importa é somente o Eu, o ego transcende a percepção exterior, a pouca razão que empreendemos em tentar mensurar o exterior, os obstáculos, não deixa espaço para a intuição, pois tudo ao redor diz respeito ao próprio eu.

Quando na corrida, nos derramamos e contaminamos tudo ao redor.

Assim, não vivendo o mundo exterior, não apreciando o qualitativo, passamos a conter em nosso inconsciente, inacessível, nossas referências para o mundo, pois agora o mundo se limita a si proprio.

Perdemos nossa intuição, aquilo que nos aferi com mundo, pois já não estamos mais conectados a ele. Assim, passamos a viver do saber egoísta, aquele que não conta com o conhecimento e experiência coletiva.

Minha vida, meus erros.

A distração, hoje chamada entretenimento, leva todo a percepção perdida do mundo exterior até nós: jornais, jogos, filmes, internet, e etc. É por ela que nos conectamos ao mundo, e por ela nos integramos ao qualitativo que nunca é percebido.

Por ela, vive-se o mundo feito e concebido para você, com a sua cara, conforme o seu desejo, o jogo que sempre quis, a roupa que desejou, o tablet conforme "suas" necessidades, enfim, o mundo exterior conforme o mundo que acreditamos ser nosso, só que na tela de algum eletrônico, fora dos limites da vida.

Em virtude do egocentrismo moderno, da desconexão com o exterior pensamos não haver por que perceber o qualitativo, notar o natural, pois este recebemos no conforto de nossa casa e sob demanda.

Compramos a essência da vida por escolhermos não desenvolver a nossa própria.

Assim, nos perdemos na razão da vida, pois o que restou da vida é o nosso próprio Eu, racional, que precisa existir e uma porção de opinião pública.

Enfim, Vivemos como loucos em um meta mundo próprio, como se nós fossemos o próprio mundo, e esperamos dos outros ao redor que nos retroalimentem com o que de fato é o mundo real.

É preciso parar!

Observar o exterior, recuperarmos a intuição, sair do racional, e passarmos a notar o que de fato somos e o que estamos perdendo.

Quanto custa sua vida? Quem de fato é você?


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