Análise Mode | Yooka-Laylee

Desenvolvido pela Playtonic Games, um grupo criador com os fundadores da clássica e mítica Rareware (aka Rare), Yooka-Laylee foi um dos grandes casos de sucesso do Kickstarter.

A proposta de Chris Sutherland, Steve Mayles, Steven Hurst e Grant Kirkhope, apresentada via Twitter em Setembro de 2012 aos fãs era simples e direta: “Temos a ideia para criar um sucessor de Banjo-Kazzoie e precisamos da sua ajuda”.

O tempo passou e no dia 01 de Maio de 2015, a proposta oficial foi lançada, arrecadou fantásticos £2,090,104 e finalmente deu vida ao Projeto Ukulele.

Conheça a nova trupe

Yooka-Laylee apresenta uma nova trupe de personagens que carregam aquele D.N.A humorístico (e ácido em certos momentos) da Rare.

Desta vez, temos o controle de Yooka (um camaleão aventureiro) e sua parceira Laylee, uma morceguinha piadista e incrivelmente curiosa. Juntos, Yooka e Laylee precisam recuperar as páginas perdidas ,roubadas pelo malvado (e atrapalhado) Capital B e seu cientista maluco, Dr. Quack.

No auxilio dos heróis, temos como exemplo o carismático (e perdido no tempo e na tecnologia) Rextro Sixtyfourus, o vendedor (com pinta de “171”) Trowzer, Kartos (um velho carro de mineração), a família nebulosa formada por Nimble e Nimbo e congelante (e sem pudor) Naked Snowman.

Os “livros” de Yooka-Laylee

Os mundos de Yooka-Laylee são apresentados como grandes livros, que podem ser expandidos com o acumulo das “pagies” encontradas pelo game.

Conheça cada um deles:

  • Hivory Towers | O hub centro do game.
  • Tribalstack Tropics | A ilha / floresta flutuante.
  • Glitterglaze Glacier | Um mundo congelado.
  • Moodymaze Marsh | Pântano repleto de neblina, pontes e áreas sub-aquáticas.
  • Capital Cashino | O cassino de Capital B.
  • Galleon Galaxy | Uma mistura de mundo espacial com temática pirata.

Back to the 64 bits Past

Descrever as primeiras horas de Yooka-Laylee é mencionar a sensação que voltamos para aquela fase 1998 / 2000 do Nintendo 64, aonde a Rare já havia definido seu estilo 3D pós Donkey Kong Country e da revolução proporcionada por Super Mario 64.

O game passa TODO o estilo dos títulos da produtora para o último console de cartucho da Nintendo, em fatores como:

  • Fun factor: Personagens caricatos e no melhor estilo de humor da antiga Rare.
  • Sistema de colecionáveis: Notas músicas por penas e Jiggles por fantasma são apenas uma parte da troca / comparação com Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie.
  • Exploração: Mesmo estilo praticado nos tempos de Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie, puxando um pouco mais para o 2º título da franquia no quesito “ESTOU PERDIDO E O JOGO NÃO ME OFERECE PISTAR PARA ONDE DEVO IR”
  • Comunicação entre os personagens: Outra característica fantástica que preservada pela Playtonic…o clássico “blábláblá” “mopmopmop” bopbopbop” de efeitos sonoros para simular a conversa entre os personagens de Yooka-Laylee.

Trilha sonora

Por ser algo bem recente na mente (e nos ouvidos) dos jogadores, a trilha sonora de Yooka-Laylee não destaca nenhuma canção marcante como aconteceu com aquelas idealizadas para Banjo-Kazzoie.

Não é nada que faça você desistir do game. Vale a pena conhecer um pouco de cada faixa trabalhada por David Wise, o lendário compositor das trilhas de Donkey Kong Country.

A diferença entre as versões

O grande diferencial entre PlayStation 4 vs Xbox One vs PC está na possibilidade de se conseguir extrair 1080p e 60 frames por segundo da versão PC (dependendo da configuração de sua máquina). Creio que o mesmo poderia ter acontecido com o PlayStation 4 Pro + opção Boost mode, mas as versões para console de mesa ficaram limitadas aos 30 frames (com algumas quedas).

Neste embate para os consoles de mesa, o console da Microsoft sofre com alguns problemas resultados da combinação Unity Engine + artefatos, causando quedas

O fator câmera

O problema de Yooka-Laylee não está nos dialogos extensos, mas sim na câmera e nas limitações da Unity Engine.

Há uma combinação perfeita de irritação e frustração quando você chega ao topo de uma montanha ou piramide e precisa realizar um movimento precisamente correto para continuar seu caminho o obter um item especial…e a câmera gira sozinha para outro lado ou simplesmente não oferece uma opção de mudança no ângulo de visualização.

Resumindo

Se você viveu a saudosa era do Nintendo 64 e o reinado da Rare com seus títulos 3D, vai curtir Yooka-Laylee.

O título possui seus defeitos na câmera e na sua engine gráfica, mas eles são pequenos perto das qualidade gerais da produção, que irão garantir horas de uma aventura incrivelmente divertida e com altas doses de nostalgia!

No Brasil, Yooka-Laylee é distribuído para PlayStation 4 e Xbox One pela Sony Music Games.

NOTA: 3/5