Amor e Solidão
2004
Solidão, ventania inconstante e fria
em mim reviravoltas tu me causas
em ti sou perdedor, como tenho asas!
Assim como me segues, sou teu ímã.
Solidão, maresia de fina anágua
de teu amargo cálice o meu vício
de teu duro broquel o nosso início
Que me causa pavor, que me deságua…
Nestas dores de infarto sou finito
bem sei que não me importo, e não me porto!
O dia de hoje foi belo, antes, bonito…
E mais ainda será por me ter morto
pois renasci das águas de um conflito
à correnteza eterna, ao termo amor.
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