Co’as Minhas Velas Erguidas 

2001


Neste mar fantástico e impressionante
navego co’as minhas velas erguidas
De calmaria em calmaria são seguidas
tempestades de raios e ondas gigantes.

Ignorando as baixas de navegantes
o leme agarro e, com bruta investida
mais se vê, de água e sal, a nau vestida
e as minhas mãos, mar, dor, e a cor do sangue.

Mas ao lado, um límpido ponto brilha!
Reaviva a esperança num raio de sol
e a solidão se desfaz, co’esta trilha.

Seguindo a luz com cuidado, um atol
ergue e entendo ao te encontrar sobre uma ilha
que a luz do nosso amor era o farol.

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