Duas Vidas

2012


Andanças por este mundo, duas vidas
falo e não te escuto, escuto o silêncio
Nessas maravilhosas noites penso
quantas e quantas alegrias perdidas.

Há de se seguir algo, sigo o imenso
pôr do sol de minhas asas perdidas.
Esqueço quase tudo, mas lembro ainda
que me arde muito aquele sentimento.

Tira-me, futuro ardil, de tua boca!
Hoje quero dançar a minha dança
e colher os frutos duma árvore oca.

E quando encontrar minhas asas na ânsia
de jogar-me ao vento em busca da moça…
Saberá que lutar foi minha herança.

Email me when Poetas Contemporâneos publishes stories