Foi-se o tempo deixando longo espaço
E o tempo caminhava conservante
em notória passada larga e dura.
Ali não se via luz, tampouco lua,
como se não houvessem… Depois nem antes.
A estridência do cuco se ouvia muda
condenado em seu último rompante.
Tudo deixou de ser, fez-se constante
como a sombra que à sombra é nada escura.
Foi-se o tempo deixando longo espaço
para a massa cinzenta da memória
congelar-se na arritmia do compasso.
E por fim fracasso tornou-se glória,
bem como glória tornou-se fracasso.
Meio assim, desde o início ao fim da história.
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