Oferendas

2003


A humanidade se mantém repleta
de meias verdades, de melancolias…
A frondosa árvore onde se colhia
hoje é matéria póstuma e incompleta!

Quantos Davis se tornaram Golias?
E quando os véus ocultaram mazelas?
Parte extinguiu-se à luz, funesta cela,
numa negra era tal como se lia…

E na pesada tarefa terrena
(onde o machado é a vil palavra viva)
sobrevivemos por entre estas sendas?

Mas vencer como, se a voz nunca é ouvida,
se o nosso sangue é usado em oferendas…
Se a nossa carne nos transforma em Midas?

Email me when Poetas Contemporâneos publishes stories