Pobre destino que ri de meu pranto


Encontro-te novamente, destino
zombando de mim, me trazendo tédio!
Como se fosse círculo, um intermédio
me carregando, carregando vivo…

Ah, destino! Me deixas solto e sério
esperando por abrigo! Prurido
dentro d’uma alma de brilho corroído,
quase inerte, sedento de remédio.

Pobre destino que ri de meu pranto!
Fez de minha volta a melhor das viagens,
mostrou que as rosas não falam, mas cantam.

Liberta-me, destino, das miragens!
Meu vinho já seca de tanto em tanto
e, de canto, encanto-me de verdade.

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