Soneto Vira-Lata


Soneto vira-lata é do quilate
da pedra mais macia, do giz de cera
que amanhece em meus olhos, feito feira
que não se satisfaz vendo tomate.

É… Poderia ficar sem eira nem beira,
nas tribos do Oiapoque ao Chuí do mate
levitando entre a barra e o chocolate
amargando a palavra de rabeira…

Vamos! Vamos curtir uma pimenta,
um chope bem gelado e um torresminho.
Vamos falar do tri, tetra e do penta!

Porque hoje meu soneto é moderninho
não fala mais de amor ou de tormenta…
Só quer ficar num canto, bem chorinho.

Email me when Poetas Contemporâneos publishes stories