Vinte e Seis

2004


Tenho vinte e seis anos, nada tenho
além de uma voz calma, às vezes rude
tenho mil pensamentos (que me iludem)
e um desejo de ser oco, ferrenho…

O meu talento é cego, não tem saúde
como brasa sem ar, sem qualquer lenho
uma piscina seca sob mal tempo
Este sou eu e esta é minha virtude…

Lembro-me dos amores que não tive
do mais intenso frio, do pior inverno.
Tão cedo percebi que não era livre…

Assim como ninguém nasceu eterno
ninguém se lembrará quando eu partir
que me sentia bem só vivendo o verbo.

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