Como o Growth Hacking vai substituir o marketing tradicional

Imagem do blog da Resultados Digitais | Raphael Lassance

Neste mês tivemos a oportunidade, eu e a equipe da Sopa.ag, de marcar presença no RD on the Road, e continuo aqui uma série de postagens que faremos para aprofundar os conteúdos que apareceram por lá.

A palestra que vou destacar, de um cara que aprecio bastante, é a do Raphael Lassance: “Growth Hacking: táticas não convencionais para acelerar negócios”. Para começar, devo explicar rapidamente qual a minha visão sobre o Growth Hacking, baseado em muita bagagem que esses caras tem trazido e experimentos que realizamos dentro da Sopa.ag.

Acredito que em breve as táticas de experimentação rápida e algo que eu poderia chamar de “agile marketing” irão dominar os mercados que precisam de alta tração e crescimento, como startups, e-commerces, seguradoras, entre outros que tem foco declarado em vendas (estes mercados tendem a enxergar primeiro o valor das ações de Growth, por motivos óbvios).

Já em março de 2017 a Coca-Cola foi notícia ao anunciar a substituição de seu CMO (Chief Marketing Officer) por um novo cargo, CGO (Chief Growth Officer), que deve pensar não mais com o mindset tradicional de marketing, mas com o mindset de crescimento — acaba aqui a divisão entre vendas, marketing, tecnologia, digital?!?!

Mas na prática, em que consiste o Growth Hacking? Em primeiro lugar, a capacitação deste profissional voltado ao crescimento. Alguém com o mindset de competências que estamos chamando T-Shaped, que possuem uma ampla gama de conhecimentos bastante densa e uma área específica de especialização, ainda mais profunda. Este profissional ainda não é fácil de ser encontrado e também não é barato, mas tem a capacidade de tracionar resultados utilizando de recursos alternativos à simples compra de mídia ou estratégias institucionais. O Raphael os define como “generalistas especialistas”. “A premissa dos growth hackers é analisar tudo o que fazem, senão é só uma pessoa com opinião, e quem traz a certeza são os números”, diz.

Esta é uma pauta que me interessa muitíssimo e que está sendo amplamente discutida em grupos especializados como o Exponential— Future of Work, mas falo deste exemplo de crescimento num texto próximo.

E como estas estratégias se traduzem em ações concretas em sua empresa ou estratégia? Não há como responder. Justamente porque não existe uma estratégia previamente traçada ou receita de bolo que funciona para todos os casos. A estratégia está justamente em testar rapidamente dezenas de diferentes ações e obter dados mensuráveis que corroboram ou invalidam cada uma delas.

Imagine testar numa semana uma ação utilizando chat-bots no Facebook Messenger, na semana seguinte testá-los no Whatsapp, e então utilizar plataformas de automação de marketing para impulsionar o crescimento de seu funil de conversões, sendo que todas as métricas importantes foram previamente mapeadas. E imagine que você tem à disposição um profissional de análise de dados altamente capacitado para entender como o fluxo de tráfego de seus canais digitais estão convertendo em vendas e gerando mais receita a ponto de fazer ajustes finos em cada canal ativo de aquisição, dobrando ou triplicando seus índices de conversão. Dá vontade, não é?

As startups do Vale do Silício já entenderam isto há muito tempo e investem cada vez mais fortemente neste tipo de profissional, e é hora das empresas tradicionais entenderem este mindset e incorporarem este fluxo ao seu dia a dia de trabalho.

Se quiser entender um pouco mais deste conceito, me manda uma mensagem por aqui mesmo ou no meu LinkedIn: