Sobre o Manche(nor)te: metodologia e novo ambiente de publicação

Não queremos ser presunçosos: a análise é feita de maneira artesanal, sem bancos de dados ou grandes recursos

Quem é a Zona Norte para os outros veículos de comunicação? O que nossa região oferece aos jornais de grande circulação? Como esses jornais nos noticiam? Estamos em qual tipo de radar: criminal, social, cultural?

Essas são perguntas que o SP Norte fez ao lançar o Manche(nor)te, projeto que visa analisar — e, sobretudo, não julgar — como os grandes jornais observam nossa região e, com isso, mostrar como somos publicados. E, também responder a essas e mais questões. O nome da seção — a junção de “manchete + norte” — é autoexplicativo.

Não queremos ser presunçosos: a análise é feita de maneira artesanal, sem bancos de dados ou, então, grandes recursos — como nossa referência, o Manchetômetro. A metodologia adotada consiste em uma varredura nos principais jornais de grande circulação na Capital (Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo — este, localizado na Zona Norte, no bairro do Limão; em suas versões on-line e impressa), e canais de TV (à priori, os telejornais locais SP1 e SP2, da Rede Globo).

Eventualmente, outros veículos podem surgir: revistas (Veja, Época, Carta Capital, Istoé), programas de rádio e mais veículos de comunicação em massa (RecordTV, SBT, Bandeirantes). Também contamos com a ajuda do leitor, caso confira alguma notícia fora deste escopo.

Não queremos, neste primeiro momento, oferecer uma periodicidade da publicação de análises. Elas podem ser diárias, semanais, quinzenais ou mensais, a depender da demanda de informação disponível. Essa demanda é variável e, sejamos honestos, a vida na Zona Norte continua, vai além do que é noticiado nos jornais de grande circulação, e precisamos falar de nós mesmos nos links, postagens e páginas do próprio SP Norte.

Esse é um trabalho colaborativo, um dos pilares do jornalismo regional. Portanto, pedimos a colaboração dos leitores que, eventualmente, observarem nossa região em algum veículo de massa e que não tenhamos mencionado em nossas análises.

Os textos — tão críticos, quanto analíticos e quantitativos — terão redirecionamento para todas as notícias citadas, de modo a garantir que o leitor tenha acesso a essas informações que, por ventura, não tenha lido — e que foram produzidos por outros colegas jornalistas.

Como citamos em Editorial, a intenção do SP Norte não é julgar o trabalho alheio e, sim, oferecer aos moradores da região um panorama de como a Zona Norte é vista por quem está “de fora”. Afinal, aqueles que estão “aqui dentro” — o SP Norte e demais veículos regionais — prestam um relevante serviço à população que não tem nos veículos de comunicação de massa porta-vozes mais próximos de suas realidades e demandas.

O lançamento do Manche(nor)te também marca a inauguração do SP Norte na plataforma de textos Medium. Conhecida por ser fundada pelos mesmos criadores do Twitter, essa rede de textos também tem fama de possuir textos mais longos, analíticos, autorais ou, genericamente, especiais.

Em nosso perfil serão publicadas, além das análises do Manche(nor)te, matérias, reportagens e conteúdos especiais que estão fora da avalanche de notícias. São textos, geralmente, mais densos, que oferecem uma alternativa de leitura mais profunda e analítica, para além do frisson do dia a dia.

Nós do SP Norte esperamos que você, que nos acompanha há mais de 15 anos — por muito tempo, na versão impressa e, agora, em (quase) todos os lugares –, tenha uma experiência agradável de leitura. É uma forma de fortalecer o jornalismo regional, compreender os nossos e os seus anseios, e mostrar o que nossa região tem de bom e de ruim, sem perder a essência do jornalismo local e colaborativo.


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