Coleção — Um mês cheio (de jogatinas e compras)— Julho/2017

Um mês pra não botar defeito!

Inauguração da Player 4

Finalmente iniciam as atividades da Player 4 Pub e Luderia, um templo para os nerds da região e uma opção de entretenimento com pegada familiar.

Havia curiosidade sobre o tal mundo dos jogos de tabuleiros que vinha sendo introduzido aos poucos nos eventos que vimos em postagens anteriores, mas quando a luderia abriu de fato, foi outra coisa sensação. Estantes cheias de jogos, ambiente propício pra jogatina, aquele clima de competição e diversão. Algo igual isso eu nunca havia visto!

Nessa época da inauguração eu meio que que morava lá dentro (hahah) e agia como uma espécie de embaixador dos board games, convidando todo mundo pra ir lá ver a novidade.

Com todo o tempo que passava lá, era de se esperar que as estantes cheias de jogos lacrados me enfeitiçassem não é?

Meu loot da primeira visita foi:

+ Animal Upon Animal (Player 4)

Mais um jogo infantil Haba pela Conclave. Esse me marcou desde os primeiros vídeos.

Até hoje o melhor jogo infantil e/ou adulto-quebrador-de-gelo. Fácil de explicar e jogar, todo mundo se diverte rapidinho, abrindo caminho pra outros jogos ou mesmo para animar o pessoal entre um drink e o próximo.

Ao contrário dos jogos de dedução social, ninguém fica sem graça nesse (mas convenhamos, também não há grande imersão).

+ Get Bit (Player 4)

Outro jogo da Haba, fez sucesso inicialmente com um grupo casual e com o grupo da família da Noiva. Tem a produção muito simpática e, principalmente para nós que somos de uma cidade chamada Tubarão, um jogo muito simbólico. Foi meu primeiro contato com esse tipo de mecânica de escolha simultânea.

Coooorre bonecada!

+ Pablo (Player 4)

Eu sou músico amador desde os 11–12 anos, então me pareceu justo começar a ver o que os board games tem a oferecer no ramo musical. Após ler algumas coisas e ver um video e outro eu queria mesmo sentir na prática o que essa idéia simples e inteligente proporcionaria.

Já de cara tivemos um problema com o grupo casual. Eles jogaram a cópia de outro amigo e não curtiram. Foi uma das poucas vezes que convidei gente pra jogar e ouvi um "Ahh nãããooo, esse jogo nãooo" haha.

Prêmio Spiel des Djows de Pior Recepção de jogo casual por grupo casual

+ Viticulture Edição Essencial (Player 4)

Mais no final do mês chegou o pedido de jogos da Ludofy e junto veio minha cópia do Viticulture. O primeiro jogo dessa lista de desejo de estratégicos para 6 jogadores. Esse aqui chegou arrasando corações e todo mundo, sem exceções adorou o jogo e até hoje é um dos quem mais vêem mesa a pedido do pessoal. (o pessoa pede pra jogar mesmo, situação surreal até então haha)

Não achei meu video de unboxing desse, que triste!

Bem vindo, Miniature Market!

Conheci o site Miniature Market no final de Junho, quando procurava upgrades para os jogos. Alguém comentou que o MoM era muito demorado, mas com mais dados sobressalentes ele agilizaria os testes que o App mandaria fazer. Comprei 2 pacotes de dados e sleeves pro MoM (desnecessários) e pro Elder Sign (legais, mas refletem demais).

O pedido veio rápido e passou reto na tributação. A partir dai passei a frequentar diariamente o site em busca de promoções. Um novo mundo se abria diante dos meus: O Mundo das Importações!

Atenção: não fazer visitas no MM sem a supervisão de um adulto.


+ Euphoria (BG Express)

Na ansiedade de fechar a wishlist de jogos pra 6 players paguei muito caro nessa cópia de Euphoria (bem antes dele ser desovado com o drama da editora que fechou).

Se Viticulture havia se tornado o querido da família, Euphoria foi caso oposto. Demorou a ver mesa quando chegou (viu 4 ou 5 vezes só), e tenho falhado toda vez que tento apresentar pra família (o publico alvo do jogo).

Mais um que eu perdi o video de unboxing…

O pecado da gula-gamer cobrou seu preço. Se já havia um jogo que estava sendo bem explorado (Viticulture), pra que pegar outro antes daquele primeiro enjoar?

+ Pablo: De Boweis! + Sofrência (BG Express)

O que é um completista sem todas as Promos? Prefiro não saber…

+ A Penny for my Thoughts (Redbox)

O Felipe e eu rachamos um frete na loja Redbox, pois ele queria o Classroom Deathmatch (idéia muito boa, vale conferir o livrinho) e eu A Penny for My Thoughts, um RPG dito introdutório (sempre uma boa desculpa pra comprar um livrinho novo). A leitura é muito louca, pelo que entendi da pra ir lendo e jogando sem ter que ler o livro antes.

+ Promos: Abyss Monster Key Tokens e Anglerfish (BGG Market)

Continuando a busca incessante por todas as expansões, promos etc, dessa vez foi o Abyss que recebeu as promos só encontradas lá fora. Nesse ponto comecei a valorizar bastante promos, pagando valores próximo de uma cópia nova do jogo… O LOCO BICHO!


Acariciando Miniaturas

Com os amigos agoniados pra ver como era esse Mansions of Madness comecei a pré-preparação do jogo: montagem das miniaturas.

Quando abri a caixa vi tudo isso de conteúdo, percebi que havia encontrado um nicho dentro do nicho.

Me senti na responsabilidade de ver como funcionava essa coisa de pintura de miniaturas. A falta de material e talento disponíveis me fez deixar isso de lado depois de algumas semanas de pesquisa.

Star Spawn tomando um sol depois do devido banho quente

Então voltei pro básico: montar as miniaturas e tokens nas bases pretas. Segui a sugestão da comunidade e usei agua quente e cola branca. Por muitas semanas enrolei o pessoal com "estou preparando o jogo" ou "estou lendo OS DOIS manuais" e o jogo continuava pegando poeira (mas montado) em cima da estante.

+ Dados pro EH (Taberna do Dragão)

Se os Cooperativos tinha renascido (ou eu achava) era meu dever continuar indo atrás de upgrades pra facilitar a jogatina. Eu não jogava, mas se fosse jogar, ia ser com o jogo mais tunado já visto antes!

Usei a mesma idéia do MoM de ter mais dados disponíveis pra acelerar o jogo.

Dados também foram usados pra substituir esses tokens de cerebro e coração (evita aquela coisa de ficar dando troco).

Havia dados também para colocar dano nos monstros (os marrons ali do meio).


Jogos que conheci

Finalmente joguei Carcassonne. Um dos vários dias que passei na Player 4, o Hideraldo Luís Simon Jr me ensinou e depois eu não conseguia parar de jogar e replicar as regras para as outras mesas.

Aproveitando a vasta coleção da Player 4, continuei explorando novos jogos e Lords of Scoland se mostrou um filler rápido e acessível.

Mais um jogo com temática oriental chegou no grupo. Uma cópia de luxo de Yokohama. Produção primorosa e uma salada de pontos nada leve (mas também não indigesta).

The Manhatan Project também deu as caras com sua produção nacional de qualidade beeeem questionável. Iconografia claríssima, alocação de trabalhadores e interação forte (demais pra mim) e duração um pouco acima do esperado. Um jogo pra ser re-jogado até pegar o jeito.


Resumão

Eu adicionava mais itens na wishlist do que dava conta de comprar, e ainda assim não parava de adicionar E comprar ao mesmo tempo haha. Também comprava toneladas de sleeves pra todos os jogos. Upgrades começaram a se tornar bastante comuns pra mim e não parava de procurar formas de melhorar a experiencia de jogo. Continuava acompanhando RPGs de perto, principalmente esse lance de premiações tipo o ENnies (o Spiel des Jahres dos RPGs).


Wishlist

Com Viticulture fazendo muito sucesso já fiquei de olho naquelas moedas de metal deliciosas.

Continuando a saga dos jogos estratégicos para 6 jogadores, comecei a monitorar o Keyflower (porque o pessoal adorou o Viticulture, também um Worker Placement).

Meu caso de amor e ódio com Agricola continuava, mas cada vez mais tinha vontade de te-lo na minha estante pra poder estuda-lo melhor. A Devir tinha acabado de anunciar uma tal de Edição 2016 Revisada, então fiquei de olho.


No próximo episódio: Djow jogando um RPG (!) e a "despedida de solteiro".