Quanto menos jogo, mais compro— Fevereiro/2018

Problemas com compras de mais, já tiveram?

Impulso por compras

Janeiro e Fevereiro foram meses de muito trabalho, mas fraquíssimos pra jogos e lazer em geral. Não consegui aproveitar bem meus jogos ou mesmo me reunir com o grupo. Parece que quanto menos jogava maior era a vontade de comprar. Morava no Miniature Market e no Mercado do BGG procurando algo para gastar (e nos próximos posts vamos ver o resultado).

Já tiveram esse sentimento? Pelas conversar que temos no grupo isso é bem comum. Não jogar gera frustração que precisa ser extravasada em forma de aquisição de novas caixas pra ficarem na estante, que gera mais frustração e um efeito bola de neve.

Com os gastos aumentando era preciso continuar vendendo algumas coisas para equilibrar o caixa.

+Tigris and Euphrates (BGG Market)

Finalmente amigos, finalmente! Não precisava mais mendigar a cópia alheia nem me contentar com a versão digital, era hora de me debruçar sobre os tiles, pegar no saco (!), alisar o tabuleiro e claro, jogar.

Essa cópia não foi fácil de achar. Não sei se o jogo vendeu muito ou teve pouca tirarem, mas é mais fácil achar a versão antiga da Mayfair do que essa da Fantasy Flight. Negociei a cópia usada no mercadinho do BGG e lá veio a caixa da Bulgária. Algumas marquinhas na caixa mas nada relevante nos componentes.

Chegou e foi pra mesa, ainda mais que A Noiva e eu jogávamos bastante no App. A transição do digital para analógico foi meio chocante, porque obviamente o App faz toda a manutenção pra você e quem jogou sabe que não é pouca coisa se mexendo no jogo.

+ Great Western Trail: The Eleventh Building Tile (BGG Bazar/market)

Mais um promo, mais um frete da Bélgica e 60 dias de viagem via pombo correio.

- Abyss (vendido)

Dei tchau para um dos jogos mais bem cuidados da coleção, um kit com: Abyss, Kraken, PROMO Arglerfish, PROMO Key Monster Tokens e Abyss Art Book, tudo isso com sleeve premium-gourmet.

Mas então porque ele foi embora? Tudo começou quando chegou o Art Book no final de janeiro, após abrir a caixa da encomenda eu me dei conta de que tinha o jogo! Isso mesmo, eu tinha esquecido dele e nem sabia direito porque tinha comprado fuckin livro haha.

Na verdade, nossas mudanças de gostos foram afastando o jogo da mesa.

  • Não é nem muito leve, e nem muito pesado: Ele fica numa meiuca que não apreciamos tanto. Ou o jogo é pra ser leve e descontraído ou é um demônio sugador de cérebros.
  • Duração errada: O tempo de 30–60min da caixa é uma mentira! Sempre durou mais aqui, ficando maçante.
  • Componentes com texto: Não curtimos leitura de texto durante os jogos, e principalmente textos que precisam ser revisados a todo o momento pra consultar a interação com outras partes do jogo.
  • Mecanicamente repetitivo: Montar conjuntinhos de cartas pegando lixo ou comprando novas, é isso. Essa compra é o que mais põe o jogo pra baixo, uma interação engraçada nos primeiros minutos e que no final ninguém mais quer saber. Em alguns casos eu tinha que ficar controlando, me sentia um narrador de bingo/leilão "Fulano vai querer? Beltrano, tem que pagar 2 agora hein… ". Pra mim não dava mais.

Hoje considero ele um jogo tão fraquinho que até questiono se deveria estar me justificando tanto por ter passado ele. De qualquer maneira, tchauzão sapão!

Premio Spiel des Djows de Maior Justificativa Desnecessária

- Space Cantina: Edição de Colecionador (trocado por Mexica)

Esse aqui eu comprei no hype do "Melhor Jogo Nacional" do ano pela Ludopedia. Nunca mais entro nessa (até o próximo prêmio… DAMMIT!)

Na busca por mais jogos acabei sendo super influenciado pelos produtores de conteúdo que falaram muito desse jogo por algumas semanas.

Me arrependi demais de pega-lo na versão de colecionador (porque diabos essa edição? Grrr). Não achei nada demais a diferença de componentes e no final das contas preferia cubinhos (#ForaAcrílico) e dados com pontinhos (que batem 100% com a iconografia das cartas) da versão normal. Ficou um amargo na boca de pagar caro e achar o barato melhor, saca?

Mas isso não me afastou do jogo, na verdade jogamos ele até ficar meio repetitivo. Acho que foi mais falha minha de não ter usado o Promo Pack já desde o começo, pois ele gera uma rejogabilidade muito interessante.

Outra coisa que pegou foi justamente a arte e tema do jogo. As caricaturas engraçadas começam a ficar repetitivas, e percebi que tinha me tornado um jogador euro raiz rabugento apreciador de artes sem graça e tons pasteis.

Após alguns meses sem ver mesa, tentei ressuscita-lo no modo solo e tive muita dificuldade com as regras. Abandonei…

Fiquei um bom tempo tentando vende-lo , sem sucesso pelo (alto) preço que paguei, até que apareceu uma proposta de troca que me soou vantajosa.

+ Mexica (trocado por Space Cantina Ed Colecionador)

Foi jogo brasileiro engraçadão e veio uma obra de arte em forma de jogo de tabuleiro. Não sabia nada sobre Mexica até me oferecerem ele na troca. Fiquei pasmo com o visual do jogo e surpresa com o review positivo do SU&SD. Não fiquei com muitas duvidas sobre a troca, mesmo perdendo no financeiro. Primeira vez que vi um jogo dos tais Kiesling/Kramer.

- Elder Sign (Vendido)

Um dos últimos resquícios do coop aqui em casa, essa cópia foi jogada apenas uma vez já fazia meses (quase dormi vendo os dados serem rolados e re-rolados). Engraçado que foi uma das minhas entradas no hobby e pensei que a nostalgia seria o suficiente pra mante-lo, mas não.

Passei esse pro amigo Dom Bruno, apreciador da obra de Lovecraft que curte colecionar os jogos com essa temática.


Quem é Martin Wallace?

Nessa época a editora Ludofy soltou alguma informação sobre trazer um jogo do Martin Wallace. Não sabia quem era o tal designer, mas como Jack Explicador sempre falava dele, devia ser um cara dos clássicos. Acabei descobrindo que Wallace é o cara dos jogos de trenzinho (meeh). Alguns falaram em Brass (acho que tinha nova edição bonitona anunciada), outros de London 2 Ed, mas ninguém acertou qual jogo era o lançamento…


Abstratos

Nesse caminho do temático para o euro, descobri uma outra escola: os Abstratos. Jogo com pouco foco no tema, regras simples e enxutas.

Olhei algumas listas e logo de cara dois jogos me chamaram muita atenção: Medina e Pueblo, aparentemente ambos jogos dificílimos de achar. Que comece a caça!


Jogos que conheci

Acampamos na casa do Diego para escalar as montanhas do K2, um dos poucos jogos de esporte que joguei até então. Regras simples, tema bem presente e componentes okay. Diversão boa nos primeiros minutos, mas a partida se estendeu e ficou bem repetitiva a mecânica de escolher e revelar as cartas. O mais legal nesse caso não foi nem o jogo, mas voltar a casa do amigo onde essa pira toda de board games começou. No ano anterior, quase no mesmo dia estava eu ali nessa mesma mesa com toalhinha verde jogando Agricola e Power Grid.


Wishlist

K2 tinha me motivado a ir atrás dos jogos de esporte. Após testar Ave Cesar (e não gostar), jogar o Formula D (e achar longo demais e cheio de dados), ouvi falar do badalado Flamme Rouge. Vi uns videos e pah, entendi (mas lembrava demais o Ave Cesar, será que era bom?)

Perai, Knizia também tem jogo abstrato! Deixa eu ver um fácil de achar… talvez o Genial?

No próximo capitulo: Muito Unboxing e A Queda de Knizia