Como é trabalhar em Startups?

Tudo o que você precisa saber sobre A Planilha

Startup da Real
May 15, 2018 · 13 min read

Este é um texto muito longo, então dividi e sumarizei o conteúdo em pequenas partes. É muito importante que, se você acessou a planilha em algum momento, você leia o texto inteiro antes de construir qualquer opinião.

  1. Os erros da planilha
  2. A síndrome do Reclame Aqui
  3. As empresas não conhecem o mundo real
  4. Existe muita reclamação boba
  5. O problema da credibilidade das opiniões
  6. Por que algumas pessoas são contra a planilha?
  7. O que fazer com as informações das planilhas
  8. A planilha resolve os problemas?
  9. Respostas das empresas

Ambiente de trabalho não é algo simples. A variedade de combinações entre pessoas, objetivos e metodologias faz com que cada empresa seja um universo bem específico, com regras de convívio e dinâmicas muito diferentes.

Com o retorno da famigerada planilha relatando a vida nas agências de publicidade, achei que copiar a ideia para o mundo das Startups seria uma boa forma de traçar um raio-x das empresas que são populares pelo ambiente descolado, utilizando este diferencial para atrair talentos de alto nível.

Antes, preciso confessar que quando criei a planilha não tinha ideia do impacto. Imaginei que existiriam no máximo 40 respostas, mas nada muito profundo, apenas relatos de empresas pouco conhecidas e com problemas gerenciais comuns.

O resultado foi bem mais sério do que eu esperava. As críticas que surgiram foram sobre empresas de referência no mercado. A ideia inicial deu certo, mas também teve seus problemas.

1. Os erros da planilha

Como tudo que nasce em 15 minutos numa madrugada de sexta-feira, a planilha nem de longe é a melhor forma de validar feedbacks sobre empresas.

Os problemas são os mais variados, mas só pude perceber a maioria deles no meio do caminho.

Como minha prioridade era o anonimato dos relatos, não ativei a opção do form que exige login e restringe a uma entrada por pessoa. Mesmo ativando a opção de não coletar a identidade de quem responde o questionário, achei que fazer login com a conta do Google fosse gerar desconfiança e medo.

O questionário aberto permitia inserir duas ou mais respostas, o que tem um lado bom e outro ruim: o lado bom é que profissionais normalmente passaram por vários lugares diferentes, então a mesma pessoa relatar experiências em duas empresas é algo comum.

O ruim é que alguém mal intencionado, funcionários de RH e pessoas tentando danificar a credibilidade da lista podiam fazer várias entradas para fortalecer seus pontos.

Um dos casos que aconteceu foi uma empresa de Belo Horizonte que recebeu um review bem negativo e, logo em seguida, replicou várias vezes o mesmo comentário para várias empresas diferentes, criando uma ofuscação que não permitia saber o que era verdadeiro e o que era trollagem.

Todas entradas foram igualmente removidas para não gerar uma nova tendência.

Outro erro que vale a pena citar, foi associar a planilha com o perfil @startupdareal no Twitter. Diferente da planilha dos publicitários, onde ninguém sabia muito bem de onde surgiu a ideia, saber quem começou a lista gerou uma onda de ataques pessoais.

Algumas vezes a discussão acabou fugindo dos relatos da planilha e acabavam tentando matar o mensageiro. Culpar alguém é mais fácil do que discutir os problemas que estão sendo relatados. Recebi ameaças e reações inflamadas.

2. A síndrome do Reclame Aqui

Sempre que decido comprar algum produto novo ou usar um serviço que desconheço, vou até o Google e digito “nome do produto reclame aqui”. A busca me leva para as principais entradas sobre o produto no mais popular site de reclamações do país.

Ler tudo o que existe no Reclame Aqui é desanimador. Ninguém entra no site para elogiar os produtos, muito pelo contrário. O normal é encontrar 83 entradas dizendo que a Cadeira Gamer que você quer comprar é ruim, que o fabricante não resolve o problema e que estão em disputa para ver quem está mais errado.

É fácil olhar para as reclamações e criar empatia com o relato, trazendo um forte receio em adquirir o produto ou até mesmo desistindo da compra. O difícil é considerar que aqueles casos são exclusivamente negativos pelo viés representado pelo próprio site.

Ao olhar as críticas no Reclame Aqui é preciso saber se desprender dos relatos e entender o que é ou não de fato um problema que pode te afetar. Um produto que veio defeituoso uma vez e foi trocado é comum. Um atendimento sem resposta ou uma resposta que claramente esquiva do problema é um sinal vermelho.

Ao ler os relatos na planilha das startups é preciso trabalhar o mesmo senso crítico. Mesmo deixando claro na descrição do questionário que a planilha também era para pontos positivos, um espaço anônimo e convidativo para expor os problemas sempre vai trazer o viés negativo.

Entre os diversos relatos negativos que encontramos sobre as empresas, é importante observar cada um e categorizar em diferentes tipos:

  • Problemas comuns de gestão: situações que nenhuma empresa escapa e que mesmo sendo importante apontar, dificilmente será diferente em algum outro lugar, sendo Startup ou grande empresa.
  • Problemas graves e degradantes: casos onde o relato é tão grave que fere princípios básicos do bem estar humano e que não podem ser relevados como bobeiras ou simplesmente “acontece em todo lugar, então tudo bem”
  • Problemas individuais: situações que fazem parte da impressão pessoal de uma pessoa, mas que podem não representar o todo. Estes casos podem ser muito sérios ou apenas besteiras.

É claro que a categorização acima é uma super simplificação de cenários que podem se combinar ou apresentar apontamentos diferentes, mas no grosso, é importante considerar que pelo menos estes três problemas acontecem e saber discernir entre eles.

3. As empresas não conhecem o mundo real

Outro tipo de comentário que ficou bem explícito nas respostas da planilha foram empresas que — os próprios diretores, RH ou marketing — resolveram usar o espaço para falar bem de si mesmas.

Mensagens positivas vindas do próprio corpo empresarial eram esperadas. O caráter anônimo permite tanto funcionários expondo problemas, quanto empresas querendo passar uma imagem otimista.

A ideia de que a planilha é unilateral e não abre espaço para as Startups falarem sua visão é visivelmente infundada.

No entanto, o que choca quem lê os comentários escritos pelas empresas é o distanciamento apresentado no discurso. As mensagens escritas pelas empresas não são apenas plásticas e com um discurso ensaiado, como denotam que as empresas não sabem como se conectar com seus funcionários.

Um espaço onde — em tese — quem está lendo são pessoas comuns, buscando uma visão distante do discurso corporativo, pode comportar uma comunicação mais direta e menos floreada, capaz de transmitir um discurso positivo com simplicidade.

O nível dos comentários inseridos pelas próprias empresas é de uma inocência assustadora. A impressão que dá é que estão acostumadas a falar o que querem, sem que ninguém aponte o quanto soa falso.

Talvez a lição mais importante para as empresas em todo esse processo seja enxergar o quanto estão distante das pessoas que movem as peças nos bastidores. Que o texto engessado é só um sinal de como o mapa do discurso está bem distante da realidade de quem precisa trilhar o território diariamente.

Sabemos que não é impossível existir um funcionário feliz e satisfeito com o ambiente de trabalho, algumas das entradas são bem positivas e passam isso com honestidade. Do outro lado, bem distante do mundo real, vemos empresas alienadas e tratando as pessoas como se não soubessem pensar.

4. Existe muita reclamação boba

Nem todo funcionário é santo e nem tudo que é dito é pertinente. Ao ler a planilha é possível reconhecer algumas reclamações que são fúteis, comentário de alguém que ainda vai descobrir que não existe o mundo ideal.

Administrar uma empresa não é simples como parece. Apesar dos escritórios descolados e do estilo de vida beirando a ostentação, a melhor forma de definir um Startup é como uma empresa com recursos financeiros extremamente limitados tentando alcançar objetivos ambiciosos.

Seja um adolescente com uma landing page validando um aplicativo, ou a Space X do Elon Musk, é senso comum que para o tamanho dos planos os recursos financeiros de qualquer Startup são poucos.

É claro que contratar um estagiário para atuar como desenvolvedor configura excesso por parte do empregador , mas salários pouco abaixo do praticado no mercado ou a ausência de alguns benefícios muitas vezes são compreensíveis pelo próprio momento da empresa.

Reclamações como estas podem servir de norte para cada profissional decidir onde quer trabalhar e o que esperar de cada lugar, mas nem sempre configuram um grande problema.

O problema é quando essas condições são justificadas como pontos positivos. É um truque retórico camuflar salários baixos e horas extras não remuneradas como ambiente para quem gosta de trabalho e não tem medo de desafios e não fica de mimimi.

5. O problema da credibilidade das opiniões

Não existe de fato nenhuma opinião descrita na planilha que nos dê 100% de certeza de sua veracidade. Todos aqueles que estão contra a planilha e disseram que não dá pra confiar totalmente nas opiniões, estão certos.

Na planilha podem existir opiniões tendenciosas de funcionários, assim como identificamos facilmente empresas tentando levantar a própria bola. A credibilidade das opiniões é de fato um problema, mas nem de longe inviabiliza os relatos.

Da mesma forma quando um amigo nos conta sua versão sobre como era trabalhar em determinada empresa, sabemos que alguns detalhes podem ser verdadeiros e outros nem tanto. Mas o problema disso não vem do anonimato, questão que já estressei em outro texto.

Mesmo que os relatos fossem identificados, é possível questioná-los e dizer que tratam-se de mentiras. Mulheres que denunciam abusos são confrontadas o tempo todo com o mesmo tipo de questionamento. Até ensaiei escrever que as denúncias na planilha não são tão sérias assim, mas algumas sem dúvida são.

Certificar que uma opinião é 100% verdadeira é virtualmente impossível, estivéssemos no Facebook com nossas identidades escancaradas ou numa planilha confusa e sem muitas informações. Apesar da identidade adicionar certa responsabilidade, em muitos casos isso não significa nada.

A interpretação do que consideramos verdadeiro será sempre algo muito subjetivo, principalmente quando estamos analisando eventos e sensações pessoais que muitas vezes aconteceram sem testemunhas.

O que podemos fazer sobre isso é levantar nosso termômetro do senso crítico e tentar analisar cada opinião como fazemos com amigos, tirando os exageros e tentando entender o que pode fazer sentido.

Tentar conectar os discursos aos fatos cotidianos é sempre muito importante, mas nem sempre é possível. Fosse qualquer outro meio, um bom senso crítico ainda seria necessário.

6. Por que algumas pessoas são contra a planilha?

Receber críticas não é bom e expõe elementos que consideramos valiosos à críticas duras. Olhar para a lista e enxergar a própria empresa sendo alvo de comentários negativos não é fácil. Exige maturidade para saber lidar.

Entendi que a planilha também tinha outro lado: além de expor empresas, acabava expondo pessoas desnecessariamente e abrindo brechas para prejulgamentos injustos. Este é um colateral em qualquer lugar onde expomos opiniões publicamente, e também um problema que existe nas histórias de empresários que preenchem seus perfis do Linkedin com anedotas do cotidiano.

Infelizmente o problema da exposição só é levantado quando as críticas são direcionadas às empresas, e não quando chefes comentam sobre o comportamento negativo dos funcionários para transmitir uma lição de moral.

Talvez uma moderação mais firme pudesse amenizar este problema, mas dado o caráter dos relatos, é muito difícil fazer um filtro que também não tirasse a voz de quem queria se expressar.

Mas existe um motivo para muita gente criticar a planilha, a maioria das vezes sem um argumento real. Falar mal das Startups atrapalha os negócios de quem vende empreendedorismo como estilo de vida.

Alguns donos de empresas que receberam críticas conversaram comigo por direct message no Twitter e apontaram alguns erros no método. Mas também disseram que o material traz uma certa reflexão e apontaram algumas mudanças que serão feitas em suas empresas, incluindo o uso interno de ferramentas de feedback anônimo.

As pessoas que vendem Startup como um universo glamouroso e incrível não se deram a esse trabalho, foram rapidamente criar textões em seus perfis do Linkedin e tentar descredibilizar o conteúdo dos relatos.

Expor como falhas das Startups que esses empreendedores usam como exemplos de sucesso em suas palestras fragiliza o discurso.

7. O que fazer com as informações das planilhas

Apesar de todos os problemas acima, existe muita informação importante na planilha.

A gente sabe, como bons conhecedores da internet, que o conteúdo vai cair no esquecimento e em alguns meses ninguém mais lembra do que foi dito. Então é importante observar o conteúdo agora e pensar objetivamente sobre o que pode ser feito.

Vou dividir em duas partes para que fique bem claro cada um dos caminhos que — imagino — sejam pertinentes no momento. Devem existir outros que não fui capaz de pensar.

7.1 — Se você é funcionário, empregado, estagiário, colaborador

Nós precisamos dos nossos empregos e sabemos que o mercado é competitivo.

Entendemos que não depende simplesmente de capacidade ou conhecimento, é comum empresas darem preferência à amigos ou amigos de amigos. Troca de favores e uma boa indicação sempre fizeram mais pela oportunidade profissional do que boa qualificação e capacidade.

Com raríssimas exceções, quase ninguém pode se dar ao luxo de perder o emprego. A incerteza do futuro ainda nos mantém presos a ambientes que muitas vezes não gostamos.

Apontar o que está errado nem sempre é uma opção. Como disse no texto sobre anonimato, existe um forte desnível da balança para o lado do empregado, quem tem mais a perder.

Não resta muitas alternativas a não ser incentivar que se assuma certo risco para que as coisas melhorem um pouco. Apontar o que considerar injusto e exigir que algumas mudanças sejam feitas quando achar que existem problemas.

É claro, tudo isso dentro do nível de abertura que cada empresa pode apresentar. A maioria não oferece nenhuma possibilidade de diálogo.

O mais importante é abrir os olhos e enxergar seus colegas de trabalhos como parceiros de um problema difícil. Não faça vista grossa aos tratamentos ruins só porque não foi com você. Conversem entre si e fortaleçam suas posições, o apoio de quem está nessa base é mais importante do que parece.

7.2 — Se você for empresa, ong, projeto, contratante

É muito improvável que sua empresa não tenha problemas. Negar que eles existem não vai ajudar ninguém, nem você.

É claro que queremos transmitir segurança e confiança para quem depende da nossa estabilidade, mais transparência nos processos e bem estar dos funcionários é parte importante no futuro de qualquer empresa.

Ambientes divertidos, puffes coloridos e videogame são legais, mas só isso não significa bem estar. Respeito, reconhecimento, proteção contra excessos de superiores e abusos são muito mais importantes do que qualquer geladeira cheia de cerveja.

Um frequente comentário sobre a planilha é que, se existe algo ruim, é só chegar e conversar. Se você CEO realmente acha isso, crie mecanismos para que isso possa ser feito com segurança.

Entenda que funcionários tóxicos, por mais que tragam bons resultados, precisam ser desligados. Não troque a qualidade de vida de dezenas de pessoas pelo resultado que alguém sozinho consegue trazer.

Da mesma forma que é fácil pensar “se não está satisfeito é só procurar outro emprego”, com funcionários nocivos você deve assumir que se estão sendo abusivos, você deve procurar outra pessoa. Principalmente quando estes funcionários são gestores e tem grande influência na vida de quem está abaixo na hierarquia.

8. A planilha resolve os problemas?

Nem de longe. Existem problemas muito sérios que são parte de uma cultura empresarial que não é exclusiva do Brasil.

Racismo, sexismo, abuso sexual, abuso moral, cartel entre CEOs, perseguição de funcionários, exploração e uma série de outros pontos gravíssimos que encontramos na planilha não são resolvidos da noite para o dia.

A ideia de expor as situações ao público, no entanto, traz um ponto positivo: conscientização.

Colocar estes pontos na pauta do debate é importante e faz outras pessoas dentro dessas organizações abrirem os olhos, além de trazer conforto para quem sente que não se encaixou num modelo e apontar uma luz para reconhecer comportamentos que estão longe do aceitável.

É necessário que todos saibam olhar para a estrutura que estão inseridos com uma visão mais crítica e atenta aos problemas. Saber como abordar e apontar esses excessos é parte da perspectiva de mundo de cada pessoa. Entender quando as coisas estão passando dos limites é vital para qualquer mudança.

9. Respostas das empresas

Inseri na planilha um aviso anunciando que escreveria este texto e que daria abertura para as empresas interessadas expressarem suas opiniões.

Os textos abaixo estão organizados na íntegra e sem edição alguma, assim como foram recebidos.

Pagar.me

Na visão do Pagar.me, ter sido citado nessa planilha foi ótimo, pois transparência é uma das formas mais eficazes para auto-regular qualquer ambiente.

Apesar do susto inicial do surgimento da planilha como um todo, nós encaramos muito bem as críticas e elas com certeza vão contribuir com a evolução da empresa, assim como qualquer estímulo que recebemos, seja interno ou externo.

Um ponto importante a se notar é que numa mesma empresa e até num mesmo time, há pessoas que estão passando por uma ótima experiência (inclusive algumas passando pela melhor experiência de suas vidas) e outras que estão passando por uma péssima experiência. Dificilmente uma mesma pessoa consegue ter 100% de cobertura em uma empresa e a sua conclusão vai ser restrita a sua jornada, o que é super justo. Sabendo disso, nosso objetivo é cada vez mais entender como tornar o trabalho sustentável para quem já está passando por uma ótima experiência e fazer o que for possível para ajudar quem está passando por uma experiência ruim. Agora, isto não se consegue fazer sozinho, então é preciso a colaboração e transparência de todas as pessoas envolvidas.

Algo legal para uma próxima versão da planilha seria adicionar uma coluna de “Sugestão de como melhorar”, pois temos certeza que, assim como surgiram feedbacks inéditos, surgiriam também idéias inéditas.

Filipe Deschamps

CTO — Pagar.me

Moip

Bom dia, segue um comentário do Moip sobre as respostas no formulário:

Muito obrigado pelo feedback honesto. No geral, achamos os comentários muito bons.
O Moip cresceu muito de um tempo para cá, e junto com o crescimento as dores começaram a aparecer. Estamos aprendendo muito, mas ainda não sabemos como resolver algumas coisas, como por exemplo o planejamento de OKR e como proteger nossos times de mudanças externas no mercado. Esses são um dos fatores que faz com que os times acabem os OKRs no vermelho.
Estamos entendendo como fazer com que “os dois lados” se conversem melhor. Isso é algo que incomoda toda a gestão e ainda não temos uma solução para isso :(
Caso você tenha alguma ideia para nos ajudar a resolver este problema, por favor, se sinta livre para compartilhá-la e assim resolvermos isso o quanto antes. ;D

Parabéns pela iniciativa do formulário. Ele trouxe alguns insights que não vieram com as pesquisas internas que fazemos.

Att

Evandro Silvestre/Michael Citadin


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