Mas e o Michael Jordan? — Startupdareal Respostas #1

Para quem ainda insiste em ver o mundo dentro da curva em forma de sino

Depois de publicar o texto O que significa estar acima da média? recebi alguns questionamentos na página de respostas e por mensagem direta no Twitter.

De forma geral, as pessoas vieram me questionar que levando em conta a mesma atividade, e não de forma abstrata todas as habilidades da população, existem sim os medíocres e top performers. Michael Jordan, por exemplo, seria um Top Performer no basquete, enquanto o cara que comeu sanduíche demais no gráfico do texto seria um Low Performer, todo resto da população estaria no meio.

Essa ideia justificaria este gráfico:

O cara que fez o gráfico certamente gosta de reggae

Aqui, retomo o alerta sobre o vício de encaixar tudo dentro da curva em forma de sino.

É claro, e inquestionável, que existem pessoas melhores que as outras em suas atividades. O problema é a ideia de que a distribuição média é a representação do que é um desempenho normal.

Ao invés da curva em forma de sino, se formos organizar num gráfico mais realista a população e seu desempenho no basquete, o resultado deve ser algo parecido com:

É mais realista considerar — até pelo percentual de pessoas que jogam basquete— que grande parte da população é muito ruim em basquete, tendo leves variações naturais, e que esse número vá sendo reduzido conforme o treinamento e nível profissional.

Da mesma forma, se estivermos falando apenas sobre atletas do basquete, é igualmente mais realista considerar que a grande maioria esteja amontoada no início do gráfico com leves variações até que chegamos na NBA e no grande Michael Jordan.

Este gráfico é uma representação grosseira e pode não representar a realidade

Nesse caso aqui, se você estiver na média entre todos atletas profissionais e o Michael Jordan, já vai estar muito bem. Ser “medíocre” aqui, já seria extraordinário.

Este nem é o foco central do que tento abordar no texto, mas gerou tantas perguntas que resolvi fazer um texto resposta.

O que é importante no texto anterior é que todo mundo tem suas habilidades individuais muito específicas e que é contraproducente tentar definir quem está na média do quê, porque essa média simplesmente não existe.

O que existe são pessoas tentando criar réguas viciadas para alimentar o próprio ego utilizando modelos que causam confusão. São pessoas tentando soar superiores, quando na maioria das vezes não são.


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