Usando tecnologia e música para manter a relevância de marcas

Podemos não pensar em como a tecnologia mudou o marketing, mas definitivamente mudou. Os consumidores estão conectados em tempo integral, usando smartphones, tablets e laptops — e até mesmo óculos e relógios — para pesquisar, navegar, compartilhar e acessar conteúdo.

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E com tantos gadgets à disposição de todos, o desafio de marketing das empresas é fornecer campanhas atraentes para todos esses diferentes meios e aplicativos, além de se conectar com os clientes em todos esses dispositivos em tempo real. O marketing só conseguirá fazer isso se tornando proficiente em inovação.

Isso significa acompanhar de perto todas tendências e inovações tecnológicas e culturais. Não se trata de uma ferramenta ou sistema em particular, é sobre ser curioso sobre outras possibilidades. Afinal, a forma de levar inovação ao mercado diz mais sobre uma marca do que o que ela fala de si mesma.

Além disso, todos os dias, as marcas enfrentam crescentes quantidades de concorrência na batalha pela atenção dos consumidores, é difícil se distinguir do concorrente. Mas, no meio dessa paisagem explosiva, há uma coisa que permaneceu notavelmente consistente — o apelo universal da música.

Isso porque a cultura é o material da vida — é o que vemos, sentimos e ouvimos. É assim que agimos e nos comunicamos. É o que as pessoas estão falando. A cultura, como uma marca, está viva e respirando. Para que as marcas sejam relevantes, elas também precisam se adaptar à cultura e ajudar os consumidores a navegar por essas mudanças. E grande parte dessa cultura é música. Música é um conector, uma maneira notável de estabelecer afinidade com aqueles que nos rodeiam; música é algo emocional e influente. O que a torna muito interessante — e útil — para as marcas.

As empresas querem se conectar com um público. E sabemos o que o público está fazendo: ouvindo música. Por isso, uma estratégia musical é uma estratégia com um potencial de audiência absurdo. Considere o seguinte:

  • A música é um dos poucos meios em que os consumidores colocam um dispositivo (fones de ouvido) para eliminar ativamente as distrações em torno deles. Qualquer um que esteja no transporte público pode atestar o fato de que você não receberá muitas respostas de alguém usando fones de ouvido. Você pode até mesmo perder sua parada se estiver imerso em uma ótima música.
  • A música é uma espécie de paixão para um número excessivamente grande de pessoas. O número de pessoas que viram as listas de reprodução do Justin Bieber no Vevo é maior do que a soma da população dos dois países mais populosos do mundo, China e Índia.
  • A música tem uma habilidade especial de “penetrar na mente”. Enquanto a maioria das estratégias de marketing se concentra no que as pessoas estão vendo com seus olhos, o que as pessoas escutam pode chamar mais atenção, já que vivemos na “geração fones de ouvido”.
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Como as marcas podem aproveitar a imensa oportunidade da música?

As marcas podem usar música para se manter em sintonia com os consumidores. É uma questão de fazer bem estas três coisas:

1. Envolvimento. A tecnologia atual de streaming de música, combinada com mais opções de música e mais formas de os consumidores buscarem personalização e descoberta, criou um público altamente engajado. Para marcas que visam a “Geração Y” ou até mesmo a “Geração Z”, isso é ainda mais importante. Na verdade, para este público o desejável é descobrir e desfrutar de música de forma diferente do que as gerações antes deles: eles gastam em média 25 horas por semana em streaming de música, de acordo com “Relatório Fan Music” recente do Vevo.

2. Contexto. Embora os anunciantes se esforcem para encontrar maneiras de atingir o público sem interrompê-los (uma tarefa difícil, de fato), o streaming de músicas torna isso mais fácil. Como? Acontece que a música é a trilha sonora da vida das pessoas. Na verdade, um dia na vida de um ouvinte médio de streaming inclui vários dispositivos e uma variedade de tipos de atividades: acordar com o alarme em seus telefones, ouvir música no carro no caminho para o trabalho, no computador durante o expediente, sintonizar uma playlist no celular para praticar exercícios, e depois, enquanto relaxa em casa à noite antes de dormir. As marcas podem se beneficiar integrando-se à vida das pessoas através da música.

3. Curadoria musical. Como qualquer outro empreendimento de marketing, gerar valor para um negócio através da música significa entender o que você está tentando realizar e ser muito claro sobre o que a música pretende ajudá-lo a fazer. É fundamental ter uma sólida compreensão da marca, seu posicionamento, a percepção do público e o papel que desempenha na vida de um consumidor. Se você, como marca, não sabe para onde está indo, a música não vai levar você até lá. A criação de conteúdo é uma combinação de arte e ciência — os dados ajudam a tornar essa arte mais precisa. Por isso, em uma estratégia de marketing que envolva música, pressupõem um bom trabalho de curadoria musical, alinhado com o público e objetivos da marca;

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Música como valor de diferenciação da marca

Branding é uma das principais preocupações de grandes empresas, mas como maioria das organizações usando praticamente as mesmas estratégias e ferramentas, elas provavelmente estão vendo menos retorno como resultado de seus esforços — se estiverem percebendo algum.

Para conquistar vantagem nesse campo nivelado, a música é uma ferramenta poderosa que tem sido negligenciada pela maioria das estratégias de branding e marketing.

Outro fator intrínseco às preocupações das marcas é a capacidade de diferenciação dentro da categoria em que atuam, o que ajuda a atrair novos públicos e a criar identificação com eles. Atentas a essa realidade, empresas inovadoras fazem uso da tecnologia para viabilizar a conexão com seus consumidores.

Com o nosso ambiente de mídia cada vez mais habilitado para áudio, o uso estratégico da música pode desempenhar um papel importante na diferenciação positiva de um produto ou serviço, melhorando a recordação, criando preferência, aumentado confiança e até influenciando nas vendas.

A música aciona memórias, experiências e sentimentos. Cientistas da UC Davis, Live Science , usaram scans cerebrais para mostrar como a música e a recordação estão intimamente ligadas. Quando pensamos em momentos importantes em nossas vidas, há uma grande probabilidade de lembrarmos de uma música associada com uma memória.

Além disso, uma estratégica musical envolve a criação de uma linguagem de áudio inteira para a marca com base em sua essência, valores, promessa e personalidade — uma linguagem que se expressa em todos os níveis e que atua como um forte diferenciador.

Realmente funciona!

As marcas precisam perceber o fato de que os consumidores estão consumindo conteúdo musical, em diversos momentos do dia, mais do que nunca, criando inúmeras oportunidades de conexão.

A evolução das playlists como uma segmentação do consumidor já é uma realidade e a capacidade das marcas de obter valor com isso parece garantida. A música é conhecida como a linguagem universal da humanidade. Acreditamos também que a música é a linguagem universal do marketing.

Não há limite para o que as marcas podem alcançar usando a tecnologia e a música. Assim como a maneira como os consumidores acessam a música mudou nos últimos anos, as marcas podem se adaptar e introduzir novos meios de comunicação com os consumidores, garantindo que a música esteja à frente de suas estratégias de marketing, ou pelo menos faça parte delas.

O fato de ter lido até aqui já demonstra o quão inovador você é, pois está em busca de conhecimento extra para promover melhorias em toda a empresa. Portanto, comece agora mesmo a colocar em prática tudo o que aprendeu e prepare-se para conduzir seu negócio a uma nova fase, pautada por soluções inovadoras .

E então, você ainda tem alguma dúvida sobre inovação, marketing, tecnologia ou música? Gostaria de compartilhar alguma experiência sobre o tema? Deixe seu comentário logo abaixo. E aproveite para compartilhar esse texto nas redes sociais!