Escalando seu time para Portugal

Boas escolhas para o Fantasy da WSL

WSL / Poullenot

A etapa da França foi um sucesso. Conseguimos um feito ainda difícil de acreditar. Uma das nossas versões tirou primeiro lugar no evento. Ou seja:

Um modelo de previsão foi capaz de fazer melhores escolhas do que todos os jogadores do Fantasy.

É a primeira vez que isto ocorre no cenário do surfe. Estamos bastante satisfeitos com o progresso até aqui e esperamos evoluir muito na área.


O evento de Portugal é bastante característico. O pico oferece condições variadas, bastante dependentes da previsão do swell. Desta forma, pela falta de constância no estilo das ondas, também não temos regularidade entre os surfistas.

Nem um atleta lidera as estatísticas do evento com folga. A melhor porcentagem de vitórias fica por volta de 68% e a maior média de pontos no Fantasy em torno de 90. Ou seja, não há no histórico do evento um surfista que destoa dos demais. A fase dos surfistas acaba sendo um ponto crucial para o evento.

Vamos lá às escolhas!


Tier A

John John Florence

  • Média nas baterias do evento: 13,55
  • Porcentagem de vitórias no evento: 64%
  • Média no fantasy do evento: 83,66

JJF alcançou a primeira posição do ranking da WSL. Uma surpresa? De fato não. Já escrevemos em diversos outros artigos que JJF possui registros estatísticos muito acima dos outros surfistas. Ou seja, ele vem ganhando mais baterias e tirando notas melhores. Era uma questão de tempo assumir a liderança: o havaiano está elevando o nível do esporte. Sua fase é sensacional, nesta temporada ele está surfando melhor que na passada, quando foi campeão.

Progressão das porcentagens de vitória de JJF. 2017 está cinco pontos percentuais acima de 2016

Para Portugal, o surfista possui bom histórico. O agregado de média nas baterias e porcentagem de vitórias está entre os melhores. O único ano que JJF perdeu nos rd3 de Portugal (desde 2012) foi em 2015. O atual vencedor da etapa possui bons números no evento e uma ótima fase. Difícil não escolher JJF para o time.


Jordy Smith

  • Média nas baterias do evento: 13,54
  • Porcentagem de vitórias no evento: 63,16%
  • Média no fantasy do evento: 85,57

Jordy Smith vinha segurando a liderança da WSL por um fio. Apenas um fato diferenciava ele dos demais surfistas: antes da França só havia perdido uma vez no rd3. Mas a derrota na França para Marc Lacomare acabou colocando o surfista para a segunda posição.

A fase de Jordy continua muito boa, apesar do resultado ruim no último evento. Seus registros em Portugal também são bons, praticamente empatado com JJF. Outro fato importante sobre Jordy é o seu progresso em Portugal, é um ponto muito positivo em favor do surfista.

Porcentagem de vitórias de Jordy ao longo dos anos em Portugal

Tier B

Joel Parkinson

  • Média nas baterias do evento: 12,49
  • Porcentagem de vitórias no evento: 60,87%
  • Média no fantasy do evento: 78,11

Joel vem de um bom resultado na França. Além disso, a única vez que o surfista ficou de fora do rd4 de Portugal foi em 2014. Ou seja, o surfista avança do rd3 de Portugal com uma boa frequência.

Kolohe Andino

  • Média nas baterias do evento: 12,68
  • Porcentagem de vitórias no evento: 45%
  • Média no fantasy do evento: 63,91

Os números de Kolohe ficam um pouco mascarados pelos péssimos resultados que ele costumava obter no passado. Nos últimos dois anos o surfista apresentou uma boa performance no evento e ano passado chegou até as semifinais. O surfista também vem de um ótimo resultado em França.

Sebastian Zietz

  • Média nas baterias do evento: 11,49
  • Porcentagem de vitórias no evento: 46,15%
  • Média no fantasy do evento: 54,71

Zietz é o surfista de risco, pois os cálculos dão maior importância à fase do surfista. O resultado da França pesa bastante ao seu favor. Entretanto, os resultados do surfista em Portugal não são muito atrativos.

O surfista mantém uma porcentagem de vitórias muito próxima de 50% e apenas no ano passado ele conseguiu avançar o rd3. Ou seja, é uma escolha de risco, analisando apenas o seu desempenho no evento.

Mick Fanning

  • Média nas baterias do evento: 14
  • Porcentagem de vitórias no evento: 63,16%
  • Média no fantasy do evento: 81,9

Fanning possui bons resultados em Portugal. Poderiam ser ainda melhores se ele não tivesse perdido no rd3 em 2015. É o único resultado que mancha as participações do surfista no evento.

Suas porcentagens de vitórias e média nas ondas do evento são muito boas. Vamos ver se desta vez Fanning consegue avançar das quartas de final, o que seria inédito para a temporada de 2017.


Tier C

Miguel Pupo

  • Média nas baterias do evento: 12,39
  • Porcentagem de vitórias no evento: 40%
  • Média no fantasy do evento: 56,43

Tier C é sempre o grupo de risco. Pupo acabou de obter um bom resultado na França, acredito que ele vem com tudo para tentar se classificar pelo CT. Ano passado ele avançou até as quartas de final. Se obter um resultado semelhante este ano, ficará mais próximo de garantir a classificação para 2018.

Ian Gouveia

  • Média nas baterias do ano: 12,54
  • Porcentagem de vitórias no ano: 36,36%

Ian Gouveia possui a melhor porcentagem de vitórias entre os surfistas do Tier C. Em 2017 o surfista vem avançando com frequência ao rd3, mas apenas uma vez conseguiu vencer no round. Falta apenas um detalhe para Ian conseguir um bom resultado nesta temporada. A torcida brasileira e pernambucana são fortes para a classificação do surfista.


Vamos lá, mais um evento está para começar. Muitas surpresas ainda vão acontecer neste campeonato. Todos estarão atentos para a disputa entre Jordy e JJF pelo título, vamos ver como Portugal vai modificar a tabela da WSL.

Se você quiser simular outros times baseando-se em outras variáveis, confira nosso simulador.

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