
.nós:
eu e você, e todas as pessoas — unidas por pontes invisíveis de sons, imagens, conceitos, ideias.
Árvores imensas, feitas de símbolos flutuando pelas cidades, atravessando os oceanos, sobrevoando os matagais.
Em cada dígito, um pulso de alcance imediato — um instante de movimento em busca do próximo reflexo vivo de consciência.
Milhares de algoritmos atravessando as gotas de chuva, ressonando nos arranha-céus, refletindo e criando as formas.
.a informação:
Que é essa palavra?
Por que se diz por aí que estamos na era dela?
Em cada pontinho luminoso da tela, uma partícula de energia em conexão com o pulso do planeta, com o ciclo do Sol.
Nos encontros das pequeninas e infinitas ondas, 3 espectros: amarelo, verde e vermelho — iluminando cores mil, das primárias até os ’16 milhões de tons’.
Na imaginação que se expande deste tempo-espaço de expressão até a viagem de sua percepção, a comunicação vai fluindo e se transformando com a luz, se moldando pelos dispositivos, cabos, emissores, sistemas mecânicos e perpassando consciências.
Meios e fins, vértices e arestas, avenidas e túneis, buscando movimentos de convergência, equilíbrio, reflexão, complexidade.
Por um fato natural de estarmos onde estamos — a ler, a ouvir, a imaginar, então produzimos, ecoamos comunicação — que tal?
Somos um coletivo de comunicação social, nós todos? Quando pensamos em ser, em tocar, em libertar algo que pareça invisível?
Tempo, energia e arte: três palavras-chave que unificam a construção de um novo acervo digital de conhecimento.
Pela cultura ser livre por natureza, e por ela se fazer mais viva onde é expandida — como as plantas na floresta — é que esta ideia está sendo publicada, e vem até sua valorosa percepção convidar todas as pessoas que desejam integrar este projeto de comunicação.
A ideia tem origem no desejo humanitário em promover o acesso livre à um compêndio de informações que possam ser editadas, replicadas e transformadas com a intenção de multiplicar o potencial das culturas regionais.
Um espaço de comunicação social que traga em seus valores editoriais a “consciência planetária” e a “cultura livre”, contemplando a diversidade de linguagens, a sustentabilidade ambiental e a economia criativa.
.você acha possível?
Artigos de pesquisa (científicas ou populares), mapas sociais, galerias de audiovisual, tabelas dinâmicas, revistas, livros (coletivos ou individuais), portfólios e currículos intuitivos, cartas públicas e além-mar.
Imagine um acervo com vários locais independentes de acesso, como instituições públicas, pontos itinerantes, residências, escolas, cada um cultivando suas próprias linguagens.
E todas as pessoas que estão descobrindo seus novos caminhos de trabalho, do artesanato à agricultura — e se essa plataforma fosse um local de reconhecimento dessas diversidades?
Vamos co-criar respostas interessantes, imaginar novos cenários de comunicação, onde a construção de conhecimento coletiva e dinâmica possa também construir sustentabilidade econômica?
Por que todo esse conteúdo que interagimos diariamente está retido em portais repletos de anúncios, sempre uniformizando a informação em recorrentes atualizações de interface, segmentando públicos?
E se eu quisesse realizar uma cópia de todo o conteúdo e guardar em casa e editá-lo para facilitar a cognição — minha ou de outras pessoas? Por que essa simples intenção de conhecer se torna difícil?
Será que essas inúmeras licenças de conteúdo são necessárias no espaço cada vez mais interativo da internet?
Essa carta vem como uma semente criativa e as possibilidades de germinação estão ligadas também a um primeiro cultivo da ideia, com críticas, sugestões, cartas-resposta — o que for relevante na expansão desse desejo que pode se tornar coletivo.
