Tatuagens são feitas para mostrar a beleza interior


A produção de uma tatuagem é tabu por si só. O ato de “machucar” o próprio corpo com agulhas acrescidas com tinta, ainda é inconcebível para muitos. E para problematizar essa questão, ainda pode-se colocar em cheque a tal cicatriz, que pode representar muito para a pessoa que fez, ou uma mera idiotice para quem observa sem saber do que se trata. Somente com esses fatores já é possível determinar que a arte de fazer tatuagens é realmente polêmica.

A partir da modernidade, tatuagens foram imediatamente associadas à marginalidade. O panorama foi se alterando aos poucos, desde que artistas e celebridades começaram a utilizá-las como formas de arte sobre seus corpos, com mensagens, letras de músicas e imagens. Além disso, a evolução dessa arte, agora com traços mais finos e cores mais vivas, deixaram de lado aquela velha imagem de que “tatuagem é coisa de criminoso, de marginal”.

Contudo, apesar da bandeira contra qualquer tipo de preconceito estar a postos, ainda se veem conteúdos em diversos tipos de meios de comunicação, relatando que tatuagens são fator determinante numa entrevista de emprego, por exemplo. A estudante de Direito, Marina Schmitz, pensa de forma diferente: “Para mim, tatuagens são uma forma de exteriorizar os sentimentos. Tenho uma tatuagem, uma âncora, que significa para mim Esperança na Tempestade. Além disso, também acho que tatuagens são muito bonitas, afinal, são arte”.

Segundo uma pesquisa realizada pela revista Super Interessante, no qual mais de 80 mil pessoas foram entrevistadas, o perfil do brasileiro que faz tatuagens é formado por jovens que estão no ensino superior ou já possuem graduação. Mulheres são a maioria, 59,9%. Mitologia, mensagens, objetos e animais estão entre as tatuagens mais escolhidas.

Por Guilherme Rossini