Bee drawing por Alanna Risse

A abelha e a mosca.

— por José Eustachio

Quando se vive uma nova realidade de mercado e é preciso encontrar soluções para continuar a ser competitivo, nem sempre o raciocínio lógico se mostra o melhor caminho para se chegar a novas respostas.

Em um mundo em que as mudanças acontecem de forma tão acelerada e intensa, como o que vivemos hoje, por vezes contrariar aquilo que parece ser o óbvio a ser feito é a forma mais eficaz para se manter competitivo.

Uma interessante experiência ilustra bem o que estou defendendo.

As abelhas são consideradas como possuidoras de grande inteligência e raciocínio lógico: são capazes de criar organizações sofisticadas, vivem
em uma sociedade com funções e hierarquia bem definidas. Por outro lado,
as moscas são vistas como o oposto: seres desprovidos de qualquer inteligência; parecem simplesmente se deixar levar pelas condições do ambiente.

Pois bem, nessa experiência as abelhas foram colocadas no interior de uma garrafa, em um quarto totalmente escuro, com o fundo da garrafa virado em direção à claridade de uma janela. Seguindo seu raciocínio lógico, logo as abelhas deduziram que a luz indicava a saída e se chocavam insistentemente contra o fundo da garrafa até que todas morreram. Já as moscas simplesmente voaram em todas as direções, ignorando o que parecia ser a saída, até que encontraram a boca da garrafa e o caminho para a liberdade.

Não estou pregando que diante de novos desafios nos comportemos como aloprados, em um processo de tentativa e erro descontrolado.

No entanto, no marketing muitas vezes ficamos insistentemente buscando respostas que podem parecer lógicas mas que, traiçoeiramente, nos direcionam ao fracasso, sem que entendamos por que os resultados não acontecem.

As empresas e marcas de maior sucesso que conhecemos hoje teriam seu modelo de negócio considerado inviável se avaliadas apenas pelo raciocínio lógico. Ao nos depararmos com uma nova situação, é preciso desconfiar das velhas respostas. Adaptando uma frase do Marquês de Halifax: “A experiência do passado, embora seja um bom companheiro, geralmente é um mau guia.”

José Eustachio — CEO da Talent

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