Cat In A Shark Costume Chases A Duck While Riding A Roomba por Cat Shark

DEPOIS DO SEGUNDO, O TERCEIRO COM CERTEZA

— por Paulo Stephan

Estamos fechando nosso segundo ciclo de — na falta de uma definição melhor — conversas com pessoas interessantes e que têm coisas para contar. Estamos fechando nosso segundo ciclo do projeto que batizamos de Digital Minds.

Ele nasceu com um objetivo bastante claro: aprender — não reciclar, mas aprender. Reciclar, para mim, significa tentar encaixar o que eu sei num modelo mais atual, mesmo que isso seja duro e nem sempre funcione. Aprender, também para mim, pode e deve significar estar disposto a abrir mão de algumas coisas que já foram muito importantes e fundamentais e descobrir que existem outras novas que eu nem imaginava que pudessem estar à disposição.

Procurar entender o que vem movendo as pessoas e o que é importante para elas, além do que deixou de ser, é nosso foco. Afinal, estamos na era das redes sociais, das ligações digitais, das postagens e mensagens. Todos conversam com todos o tempo todo, e isso tem que ter algum “preço a pagar”, deixar alguma transformação. Não pode ser um movimento jovem, passageiro, como muitas modas que vieram e desapareceram antes do segundo verão. Coisas grandes, normalmente, vêm para ficar.

E foi com esse olhar que começamos nossa empreitada, buscando trocar informações com quem acreditamos que poderia trazer mais luz que sombra, mais pensamentos que certezas e mais sensibilidade que verdades. Foram muitos encontros, quase uma centena de boas horas escutando, algumas falando, outras discutindo, mas sempre procurando ver o que ainda não está tão à mostra.

E o que, de novo para mim, é o novo centro das atenções? Acredito firmemente que o maior legado da digitalização do mundo — que deu início às conversas quase cifradas, mas que têm muito significado, às postagens de fotos (muitas vezes do risoto que se comeu num almoço com amigos), aos milhares de vídeos de gatos e cães que quase sempre estão fazendo alguma coisa minimamente engraçada — esteja nas simples e profundas relações humanas.

Nada mais será como antes, pois as pessoas vieram à tona. Querem conversar e querem respostas. Estão querendo se relacionar, como nunca. É uma nova dinâmica, muito intensa e ainda não tão bem entendida.

E, se isso é verdade, a relação entre marcas e consumidores tende a deixar de existir e vamos passar a ter a relação entre pessoas que fazem as marcas e pessoas que consomem as marcas. Pode parecer a mesma coisa, pois ainda são marcas de um lado e consumidores do outro, mas é muito diferente. E muito mais interessante.

Se o segundo ano do nosso Digital Minds foi intenso, fico imaginando o terceiro, o quarto, o quinto…

Paulo Stephan — Diretor Geral de Mídia da Talent

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