Ano novo em NY – roubada?

Nunca (ou quase nunca) viajo no fim do ano. Sempre optei por passar o ano novo com minha família. Mas, desde que minha mãe faleceu, essa data mudou um pouco pra mim. De 2016 para 2017, passamos em casa, eu e meu marido, sozinhos. Foi especial.

Mas, de 2017 para 2018, mudamos totalmente a tradição. Numa total loucura, no fim de novembro, encontramos passagens minimamente acessíveis por milhas e decidimos ir a NY passar o revéillon (seria nossa segunda vez na cidade que, diga-se de passagem, não amo). Sim, sim, eu li vários posts e matérias dizendo muita coisa que convenceria qualquer um a mudar de planos. Cidade lotada, filas, frio. Mas, dane-se. Contra todas as recomendações, fomos.

Saímos de SP no dia 25 e ficamos uma semana no Le Parker Meridien.

O hotel é super bem localizado, a poucas quadras do Central Park e Times Square e recomendo a estada lá. Além de ter o Burger Joint no lobby (pra quem tem paciência pra fila até de madrugada), o brunch no Norma’s vale a pena.

NY estava bem abaixo de zero nesse fim de ano. Pegamos -14o e nunca imaginei que iria passar tanto frio. Mesmo com meia térmica, blusa térmica, luva, gorro e o aparato todo, eu quase congelei. E, pra mim, essa foi a parte mais complicada de estar na cidade nessa época.

Não sofri com as filas (tinha até pra atravessar a rua), nem com a cidade que, de fato, estava cheia – mas aqui vale o adendo: não ligo pra lugar cheio –, mas sofri com o frio. Gosto de andar na rua devagar, olhando tudo. Mas com temperaturas tão baixas, só dava pra andar de cabeça baixa e em velocidade máxima. Tudo que queria era entrar na próxima loja ou na próxima estação de metrô).

Passamos a noite da virada em um restaurante na quadra de cima do nosso hotel. Foi caro pelo que comemos (mal) e bebemos, mas não havia muito o que inventar naquele frio e dentro do nosso estilo (zero balada, zero Times Square). 15 minutos antes da meia noite, saímos na rua e pudemos acompanhar a contagem regressiva e os fogos – estávamos exatamente entre a Times Square e o Central Park. Devo dizer que foi emocionante, apesar de clichê e congelante.

Hoje, eu não sei dizer se voltaria pra NY num frio desses, mas – no ano novo – certamente 🙃. Afinal, nenhuma viagem é roubada se você estiver consciente do que te aguarda (o que só é real se tiver muita clareza de como gosta de viajar) e tiver espírito esportivo. Superados esses pré-requisitos, é só embarcar.

Onde comemos e recomendo:

  • The Modern (dentro do MoMa) – caro, mas vale e visita
  • Nobu – sempre vale a visita!
  • Norma (brunch, dentro do hotel)
  • Topaz Noodle Bar (minúsculo, mas maravilhoso)
  • Turntable Chicken Jazz (flango flito, rs)