Como fomentar a colaboração entre profissionais de tecnologia e organizações tradicionais

A inovação e a tecnologia de ponta operam ainda primordialmente na periferia da economia, mas para contribuírem com melhorias mais profundas de reinvenção de infraestrutura e processos centrais, devem ser convidadas a entrar. Organizações como o Uber e Airbnb começam agora a demonstrar o verdadeiro potencial de ruptura tecnológica em industrias de serviços já bem além do amadurecido e-commerce, mas ha ainda muito mais por vir. Com excelentes desenvolvedores e um mercado de startups já estabelecido, temos no Brasil todos os elementos e profissionais para oferecer conjuntamente um serviço de agilização da economia. Esta na hora de potencializar sua colaboração.

A TechLeap nasceu justamente com este proposito, de fomentar o trabalho colaborativo entre profissionais de tecnologia e os grupos e organizações com interesses similares e recursos para financiar e ajudar a implementar novas ideias. Trata-se na verdade de um veículo criado para potencializar uma sinergia que já existe naturalmente entre estes grupos:

Organizações tradicionais tem conhecimento profundo de seus respectivos mercados, além de infraestrutura, consumidores, capital, parcerias estratégicas, recursos e marca estabelecidas. Apesar disso, não ha como fugir do fato de que, como diz Marc Andreessen em seu famoso artigo, “o software esta engolindo o mundo”, e quando se trata de software e inovação, grandes organizações (ou mesmo pequenas organizações não especializadas em tecnologia) são constantemente superadas por grupos pequenos de desenvolvedores e profissionais de startups. Ha uma aversão a risco inerente a profissionais corporativos, governamentais, ou mesmo de ONGs, aonde um projeto falido pode atrasar anos de carreira. A pressão de acionistas e financiadores por resultados superiores a cada trimestre, ademais, faz com que estas organizações não tenham o luxo de correr os riscos necessário para criação de verdadeiras rupturas, sem contar ainda com limitações legais, institucionais e burocráticas. Entretanto, o principal fator limitante talvez seja ainda o mindset: estas organizações não “respiram” tecnologia, não tem familiaridade e facilidade com a digitalização de serviços, com a potencialização da web, crowdsourcing, mídias sociais, open-source, entre outros pilares dos negócios de nova geração.

Estas são, justamente, as vantagens de desenvolvedores e profissionais de startups, que são de certa forma o oposto das organizações tradicionais. Nascem com o objetivo de reinventar o mercado, com prototipagem e iteração rápida, com metodologia colaborativa, alta motivação e grande familiaridade com a web e canais sociais, mas geralmente sem acesso a capital, clientes, parcerias estratégicas ou mesmo, em muitos casos, os caminhos para lidar com órgãos públicos, financeiros, e navegar as dificuldade iniciais de qualquer iniciativa.

Juntando os pontos fortes de cada grupo teríamos em tese uma formula para o sucesso. Os mesmos trariam perspectivas e abordagens distintas para solução de problemas únicos e compensariam suas respectivas fraquezas em perfeita complementariedade.

Naturalmente há desafios para tal iniciativa, entre os quais fortes diferenças culturais, metodologias de trabalho, objetivos ou mesmo um sentido de propósito distinto. Uma colaboração de sucesso seria possível apenas em um ambiente que permitisse ultrapassar estas diferenças e alinhar os interesses de todas as partes para um proposito comum. É exatamente aqui que entra o papel da Tech Leap. Para conhecer mais e ficar por dentro dos próximos eventos visite o http://techleap.com.br.

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