Programa Cubata — “A casa dos negros”

O Programa Cubata é direcionado para todos que gostam e simpatizam com a cultura negra e tem o objetivo de tratar temas de relevância sobre o assunto.

O programa produzido pelo grupo foi intitulado Cubata (do africano: casa dos negros), apelidado pelo grupo de “a casa de todos”, com o intuito de acolher todos que se interessam ou não pela cultura negra, dando voz a essa comunidade, inclusive com participação de negros dentro dos quadros.

A decisão de criá-lo surgiu a partir de um trabalho executado na disciplina de Radiojornalismo no primeiro semestre de 2015. O grupo então decidiu manter o formato composto durante a disciplina e aplicá-lo na disciplina de Projeto Experimental em Radiojornalismo. O programa, com 1 hora de duração, conta com quadros fixos e flutuantes. Para o nome dos quadros, decidiu-se usar termos de origem africana, que, metaforicamente, retratam o conteúdo a ser tratado. São eles:

  • Bambolê: o bambolê é um espaço fixo para notícias mais áridas, assuntos mais sérios, tratados por um repórter que entra ao vivo na programação, a fim de informar e levantar breves discussões e reflexões. O repórter pode estar no estúdio e, durante o quadro, gera um bate-papo com os apresentadores. O nome foi definido como Bambolê pois une o fato de o brinquedo ser circular e a palavra com sonoridade das línguas africanas. A metáfora se encaixa ao objetivo do quadro, que é ser um giro de notícias.
  • Larica: quadro dedicado à culinária afro-brasileira. Em cada edição, o repórter dará uma dica de um prato típico de origem africana, traz conceitos históricos da culinária e apresenta a receita aos ouvintes. A intenção da editoria é mostrar que grande parte da cozinha brasileira advém da África, o que muitos não têm conhecimento, e também ensinar o preparo dos pratos. Larica é uma gíria africana que remete a fome, a vontade repentina de comer algo.
  • Pretinho Básico: com o objetivo de abordar a moda que envolve o universo da cultura negra, o quadro Pretinho Básico mostrará tendências de beleza, vestuário, acessórios, enfim, artigos em geral que fazem parte do estilo e dos costumes da cultura. É um quadro fixo que envolve assuntos de comportamento, no que tange às tendências sociais do estilo negro. A justificativa do nome se dá pela gíria indicar algo que nunca sai de moda, que é versátil, além da terminologia também estar ligada a identidade do programa.
  • Jongo: no vocabulário africano, Jongo significa “dança tradicional afro-brasileira”. A partir deste conceito, o quadro aborda a variedade de sons e ritmos da música afro descendente. Nesta esfera, o repórter traz conceitos e curiosidades sobre artistas consagrados e daqueles que estão fazendo história no mundo da música e da dança. Este quadro será flutuante, proporciando uma maior liberdade para o repórter tratar tanto de assuntos factuais do mundo da música negra, quanto no aprofundamento em pautas frias. Este quadro também é aberto para receber convidados no estúdio, participação ao vivo de músicos e interação com o ouvinte.
  • Muamba: o quadro tem o objetivo de apresentar os destaques da literatura, da arte e do cinema que trabalham em torno de discussões sobre o negro. Dicas de livros, filmes e seriados podem ser obtidos nesta categoria. No vocabulário de origem africana o nome Muamba significa cesto para transporte de mercadorias em viagem , tem como objetivo fazer o ouvinte viajar através do quadro, o levando a conhecer e “experimentar” os momentos que marcaram a história dos negros. Demonstrando além das curiosidades e explicações, pequenos trechos dos filmes, obras e livros debatidos no quadro.

Na primeira edição o programa é apresentado por dois âncoras. A linguagem é coloquial, mostrando um jornalismo responsável com a sociedade e ao mesmo tempo descontraído e mais próximo do ouvinte. Quando necessário, o programa também abre espaço para receber convidados no estúdio, seja para música ao vivo ou para entrevistas. Outra característica do Cubata são os temas de relevância social.