Experiências e Educação: conectando processos de aprendizado

Juliana Rangel
Nov 28, 2019 · 4 min read

Temos falado muito em experiências. O principal motivo é que experiências estimulam a interação entre pessoas, provocando sensações que se transformam em memórias afetivas. E são essas memórias que nos proporcionam aprendizados.

Ao mesmo tempo em que essa ideia parece óbvia, fato é que nossa sociedade foi moldada a partir de sistemas educacionais que tratam o processo de ensino como uma simples transmissão de conteúdo unidirecional: de um detentor do saber para alguém que ainda não sabe.

Como é possível aprender nos mesmos moldes de 400 anos atrás, em uma sociedade que já viveu tantas mudanças sociais, políticas e tecnológicas? Diria que não é possível. E que é exatamente por isso que temos tanta gente desinteressada, que não sente prazer no saber, e que decora ao invés de aprender.

Ideias sobre uma educação libertadora

Fazendo um pequeno recorte, o filósofo estadunidense, John Dewey, foi um dos primeiros a falar sobre experiência como processo social de aprendizagem. Esse conceito destacava a importância da interação do indivíduo com as pessoas ao seu redor e com o seu contexto de realidade. Mais tarde, surge uma vertente brasileira dessa ideia, proposta por Paulo Freire. Ele dizia que por meio da liberdade as pessoas poderiam se tornar sujeitos do ato de aprender, e que estudar não é um ato de consumir ideias, mas de criá-las e recriá-las.

A educação não deve ser um mapa que indica o caminho a ser percorrido, mas sim uma bússola, que nos aponta o norte mas nos deixa responsáveis pela escolha do percurso. E se o processo de aprendizagem está ligado às experiências e às relações humanas, ele está presente em todas as esferas da nossa vida — da escola à universidade, do ambiente pessoal e familiar ao ambiente do trabalho.

Como criar experiências para o conhecimento?

Hoje, apesar de ainda não ser prática comum nas instituições de ensino e de trabalho, existem várias maneiras de ajudar pessoas a aprender e a melhorar suas relações a partir de um conhecimento pautado na experiência. Nesse ponto, os recursos tecnológicos podem se tornar aliados no processo.

A aprendizagem colaborativa, a interatividade, o ensino adaptado, o ensino fora de sala de aula, aprendizagens através de mídias sociais, imersões em realidades virtuais, realidades aumentadas e gamificação são alguns métodos que já estão sendo adotados por algumas escolas e empresas.

Compartilhando boas ideias: Instituições e Projetos

Na educação escolar, temos como exemplo a Escola da Ponte, em Portugal.

"Obrigar cada um a ser um outro igual a todos é negar a possibilidade de existir como pessoa livre e consciente. Na nossa escola todos trabalham com todos. Assim, nenhum aluno é aluno de um professor mas sim de todos os professores, nenhum professor é professor de alguns alunos, é professor de todos os alunos. Hoje, a nossa Escola se assenta na autonomia dos alunos."

Já a Escola Eleva é um exemplo brasileiro que age de forma contextualizada para que o aluno consiga conectar o que vive ao que estuda. Promovem o reconhecimento pessoal e dos outros como agentes de mudança, valorizando a diversidade e o comportamento responsável. Também elaboraram um projeto pedagógico de tecnologia a partir de um ecossistema voltado para o desenvolvimento de uma cultura de inovação e criatividade, onde a proposta é trabalhar questões reais sobre interação social com um olhar focado no ser humano.

Nossos alunos constroem seu conhecimento por meio da experiência e da reflexão, e passam a ter o controle de seu próprio aprendizado. Os momentos de aprendizagem acontecem via currículo, com aulas regulares, mas também de forma autônoma, em períodos em que o estudante escolhe estar no local, desenvolvendo ideias e projetos.

Neste link, você também pode descobrir 7 casos de inovação apontados pela UNESCO como as melhores práticas em mobile-learning em escolas.

Também separamos alguns outros projetos interessantes pensando em pessoas que já passaram pela faculdade e estão vivendo suas rotinas de trabalho:

A Unschool se diz um laboratório global e experimental para rebeldes criativos e agentes de mudança que querem ativar suas atuações e ajudar a redesenhar o mundo. Eles incentivam as pessoas a entender sistemas, a aprender a amar problemas, a buscar a sustentabilidade, ativando a economia circular e oferecendo experiências de transformação.

Le Wagon é considerada a melhor escola de programação do mundo, os professores recebem alunos de diversas áreas e se adaptam ao ritmo de cada um. A metodologia do curso também dá a oportunidade dos participantes aprenderem sozinhos e em grupos.

Vamos Conversar?

Nós acumulamos uma longa experiência aplicando metodologias de educação para gerar transformações positivas em organizações e indivíduos.

Nossa prática é estruturada a partir de três pilares:

  • CULTURA LEAN/ÁGIL

Engajamos colaboradores com mecânicas gamificadas, com uma abordagem baseada em desafios reais da companhia.

  • INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Nossos facilitadores são empreendedores, consultores e executivos inovadores do mercado

  • PERFORMANCE E SELF-HACKING

Nossa metodologia promove autonomia, maestria e senso de propósito na organização.

Quer saber mais? Só entrar em contato conosco via site. ;)

Plataforma de conteúdo do TEMPLO.cc. #umnovomundoépossível

Juliana Rangel

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Remix.Templo
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