Criação digital guiada por novas tecnologias

Depois de mais de três décadas de desenvolvimento tecnológico, o processo criativo não é mais o mesmo. Desde a introdução do primeiro computador pessoal, a portabilidade da informação e do acesso imediato à ela, a disseminação da produção cultural e o modo de pensar o projeto muda radicalmente: mais pessoas poderiam produzir e se aproximar de ferramentas de criatividade que antes eram tidas como vilões pela sua complexidade, falta de linguagem compreensível e uma interface que afastava o usuário. Basta lembrar dos filmes dos anos 70 com conotações tecnológicas distópicas para ter consciência do receio coletivo que era a adesão tecnológica (experimentos que deram errado ou computadores e robôs que dominaram o mundo).

As grandes empresas do vale do silício, a partir do momento que perceberam a falha comunicação com seu público alvo, começaram a familiarizar a linguagem visual e verbal das interfaces. Os preços da matéria-prima tecnológica e intelectual ficaram mais tangíveis. Desde então, o avanço se tornou exponencial e foi penetrando nas esferas mais mínimas do nosso cotidiano.

As etapas projetais da indústria criativa, após terem passado pela digitalização, se refinaram e se adaptaram às novas demandas mercadológicas e tecnológicas, pois derrubaram certos impedimentos e ruídos que o contexto físico impunha sobre o designer. O resultado têm sido projetos com mais qualidade, com conceitos e técnicas inovadores, maior imersão, coesão e diversidade.

Ao ver a quantidade de palestras na conferência TED sobre as novas tecnologias que impactam no design e as possibilidades que elas abrem no campo criativo, entendemos ainda mais como elas direcionam a articulação futura do design e do campo criativo no geral. Mas esse direcionamento não é autônomo, porque sofre também das pré-disposições do consumidor no que diz respeito à adoção delas.

De maneira mais ampla, as tecnologias que surgem são o combustível dos designers digitais. A tecnologia veio para deixar o fluxo de trabalho mais fluído, amplo e complexo. Frear isso é não estar atento pros benefícios que essas visões de futuro podem trazer. Nem todas as novas tecnologias vingam, mas explorar ao máximo essas novas formas de comunicação e expressão é se auto-conhecer, conhecer o alcance emocional delas e também dar o seu voto (consciente ou não) na direção que o designer deve mirar.

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