Crianças na Internet

Mais de 75% das crianças tem acesso ao youtube, em dois anos o percentual de crianças de 10 a 12 anos dobrou também nas redes sociais. Tá mas e ai? O que isso importa?

mAister
mAister
Nov 24, 2018 · 3 min read

Para muitos pais isso já vem sendo levantado como uma questão importante, inclusive diversos blogs de aconselhamento parental discutem o assunto, como o buddys, explicando o porquê das crianças dessa idade preferirem esse tipo de mídia. Os fatores principais abordados nos textos são desde a proximidade que os pequeninos sentem, devido os comentários, até mesmo pelo fato de acharem outras pessoas que compartilham do mesmo universo que o deles, diferentemente da televisão.

O problema começa quando começamos a falar sobre influência que esses vídeos tem no comportamento desses jovens consumidores de mídia, pois todos estes youtubers, que produzem conteúdo, também tem sua própria visão do universo e são portanto, geradores opinião que influenciam aquelas mentes recém formadas, e com pouco discernimento,que os assistem.

Mas vamos dizer que seu filho, priminho ou irmão assista youtubers bacanas como o canal do EvanTubeHD, que tem apenas 2,2 milhões de inscritos e 1,5 bilhão de visualizações, e que é uma marca facilmente atingível e que nada gera de ambição para as jovens mentes (sic).

Canais como esses são populares não só por estimularem desafios de comer comidas engraçadas, mas pelas réplicas de vídeos de seguidores que recebem, fazendo o mesmo tipo de conteúdo.

Esse tipo de desafio inocente não gera nada bruna! Poxa! Deixa os muleke brinca!

Acontece que nesses entremeios temos vídeos de crianças fazendo desafios na piscina, exibindo seus corpos na intenet, como quando elas enchem banheira de slime, ou dançam com roupas curtas e as coisas começa a ficar não tão legal…

Mas como proteger as crianças, que afinal querem fazer parte desse universo… O youtube oferece uma versão kids, por meio de app, mas que infelizmente, já se demonstrou não muito confiável, segundo notícias que afirmam que conteúdos impróprios e violentos continuam aparecendo para os pequenos.

Outras formas de parental control são inventadas a cada dia pelas empresas para que os pais se sintam mais seguros com a relação dos seus filhos com a tecnologia, casos como nintendo switch, playstation 4, até mesmo o screen time do iphone que permite controlar o tempo de jogabilidade no dispositivo.

Maaaas como nem toda tecnologia é show, e os hackers mirins são top as crianças quando são proibidas se sentem mais tentadas a fazer, já foram mostrados casos constantes de buscas no google e tutoriais de como driblar as ferramentas de parental control de forma fácil.

Então após essa amostragem de comportamento de crianças na internet e os recursos para tentar preservar sua segurança abro uma fala de que: Realmente adianta proibir? Adianta censurar? Onde está o diálogo? Como crianças, imaturas, serão informadas para saber como reagir em uma situação de abuso quando nem se sabe sobre o que se trata se o parental control restringiu até o máximo e não foi feito uma conversa… Fica ai minha indignação.

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Drama cotidiano

Tendências Digitais

Observatório de Tendências Digitais da PUCPR foi mantido entre os anos de 2016 e 2018 pelos estudantes da disciplina Laboratório de Tendências de Design Digital e pelo Prof. Dr. Frederick van Amstel (@usabilidoido).

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