A Lenda de Korra e o Empoderamento Feminino

Os anos 2000 foram cheios de ótimas séries animadas: Samurai Jack, Kim Possible, Danny Phantom… Dentre essas uma em especial se destacou: Avatar, A Lenda de Aang. Apesar da história razoavelmente clichê de herói em treinamento, a imersão com a cultura oriental através das lutas e vestimentas atraiu um grande número de fãs e rendeu 4 temporadas.

Em 2014, anunciaram uma continuação que se passa 70 anos após as aventuras de Aang: Avatar, a Lenda de Korra. A grande maioria dos fãs esperava mais do mesmo: um herói em construção com a obrigação de lutar contra um grande mal/poder ditador. Porém, Korra se aprofundou em problemas sociais como preconceito, exclusão social e regimes totalitários ao longo do desenho e empoderamento feminino de uma maneira mais intensa que seu antecessor.

Principalmente na terceira e quarta temporadas, temos uma gama de personagens femininas variadas e muito importantes: Asami, que assume o controle da empresa da família, Lin Beifong, chefe da polícia da Republic City, Jinora, a mais nova mestre da dobra de ar… Além, é claro, da própria Korra.

Korra por si só passa por um longo desenvolvimento de personagem: muito bruta e cabeça dura no começo da série, passa por provações e dificuldades que a ajudam a amadurecer e adquirir sabedoria. Além de sair do estereótipo de protagonista feminina através de sua personalidade, Korra também desenvolve um relacionamento romântico com Asami ao final da última temporada.

Assim percebe-se que, embora ainda estejam cercadas de preconceitos e de pouca visibilidades, personagens femininas possuem e podem conquistar um forte protagonismo nas mídias tidas como muitos apenas para publico masculino. Demonstrando que o gênero não é a questão de vital importância para a aprovação de uma serie por seu publico, mas sim seu enredo e produção.

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