Persona Digital

Se você navega bastante nas veias da grande rede chamada Internet, você provavelmente já se deparou algumas vezes com aquela famosa propaganda de um joguinho chamado “Second Life”.

Second Life é um game o qual simula uma vida real, com interações sociais, emprego, contas, serviços e etc. A diversidade e aprofundamento na interação desse jogo é tal densa que você pode realmente trabalhar no game e ganhar dinheiro na vida real, ou ser criaturas fantásticas.

Por anos, você provavelmente teve até um pouco de curiosidade para saber um pouco mais sobre esse jogo, mas não o suficiente para testá-lo. Muitas pessoas sempre tiveram uma rejeição ao Second Life e faziam comentários como “que ridículo um jogo desse, para que vou querer fingir que tenho uma outra vida?”, mas a realidade é que um grande número de pessoas hoje em dia, vivem um “Second Life” sem sequer notar.

Vídeo do Anderson Gaveta: Como ter sucesso no Instagram. Vida virtual vs Vida Real

Basta fazer uma rápida revisão em qualquer perfil de redes sociais que você facilmente encontrará uma pessoa que praticamente interage mais no mundo virtual do que na vida real e que possuem um zelo muito maior por sua persona virtual, como vemos no artigo O Molde da Vida em Torno da Rede Social.

Se tornou algo tão comum que dificilmente uma pessoa nota esse tipo de comportamento em si mesmo. Em alguns casos o indivíduo tem um cotidiano decadente e depressivo, mas em suas redes sociais está a todo vapor, curtindo a vida adoidado; tanto que pessoas se vendem por likes nessas plataformas devido a a necessidade de realização pessoal com base nesse mecanismo, como consta na texto Gostar, Curtir e Recomendar; porque afinal o que importa é como as pessoas te enxergam e não como você realmente é.

A realidade da sociedade é que Facebook, Instagram, Twitter e todos os demais meios de interação social virtual, são na verdade uma versão diferente do “Second Life”, porém abordados de uma maneira mais sutil e não tão direta e fantasiosa como o jogo.

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