Smart Speaker

Imagem do filme “Her”, (2013)

A área da inteligência artificial estudada na ciência da computação desde a metade do século passado tem tido avanços recentes com o machine learning e o deep learning.

Como explicado por Vinicius Farinhuke, o desenvolvimento da capacidade de interpretação de comandos de voz através de redes neurais possibilitou uma melhor interação entre humano e computador.

O melhoramento desse tipo de interação trouxe a viabilização do uso de assistentes pessoais através de comandos de voz, como a Siri, da Apple e o Google Now. Além disso, as grandes empresas de tecnologia estão apostando muito em colocar essas inteligências nas casas dos consumidores.

No artigo Casa Inteligente, Thiago Looze comenta sobre as promessas para integrar a tecnologia no lar das pessoas e cita como uma das propostas o dispositivo Amazon Echo, que “controla todos equipamentos da casa por comando de voz.”

O Amazon Echo é um Smart Speaker, assim como o Google Home e o HomePod, da Apple. Esses dispositivos são caixas de som com microfone e podem receber comandos dos usuários e são desenhados para serem o device da casa e não serem tirados dela. Entre as principais utilidades deles estão a possibilidade de marcar compromissos na agenda, consultar horas e clima, e comprar comidas por delivery e até passagens aéreas. Tudo através de voz.

Como vemos no artigo de Leandro Battaglia essa maior integração dos assistentes na vida dos usuários os designers e desenvolvedores buscam cada vez mais humanizar a interação com esses dispositivos.

Poster do filme “Her” (2013)

A referência mais citada na revista Tendencias digitais, o filme Her, talvez nos demonstre qual é o imaginário do usuário com relação a interação com inteligências artificiais. Conversas fluídas e significantes com o computador, que deve ter uma personalidade própria, além disso não estar restrito a apenas um dispositivo, no filme os dispositivos são as caixas de som do computador, fones de ouvido, uma tela portátil com câmera e podemos interpretar a mulher que empresta seu corpo para a assistente virtual como uma interface dessa.

Por fim, a cultura torna-se um guia para a produção de tecnologia e soluções do mundo real. A vida imita a arte.

Imagem do filme “2001, uma Odisséia no Espaço” (1968)
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