O Evangelho no mundo acadêmico e político

Lições Bíblicas CPAD – 3º Trim. 2016
Comentário sobre a lição 07 – 14/08/16

[nota de esclarecimento]
Não comentei a lição na íntegra, mesmo assim decidi postar, acreditando na utilidade deste conteúdo no futuro.

Texto áureo
Minha linguagem e pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, mas no poder de Deus (1 Co 2.4,5).

Verdade Prática:
Somente o Evangelho de Cristo, no poder do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo acadêmico e do mundo político.

Ponto Central
A Igreja do Senhor precisa fazer a diferença no mundo acadêmico e político.

Introdução

Foi-se o tempo em que a presença evangélica nas universidades brasileiras era pouco expressiva em termos de quantidade. Hoje, temos uma presença bem maior de crentes nos círculos acadêmicos, e um dos motivos, obviamente, é o crescimento da Igreja. Ao passo que aumenta o número de cristãos, também experimentamos o avanço das tecnologias, maior facilidade de acesso à informação e ainda o triste crescimento do ateísmo e das várias facetas da militância anticristã. Diante dos fatos, aumenta nossa responsabilidade, e a pergunta que se faz é: estamos fazendo a diferença?

O mesmo acontece na política brasileira, onde temos uma presença marcante de cristãos com a difícil tarefa de testemunhar de Cristo em um ambiente hostil e marcado pela corrupção. Ainda que as duas situações representem desafios, não são desafios insuperáveis, é possível fazer muita coisa em ambos os casos! O comentarista da lição busca inspiração na vida de Daniel, que fez a diferença em seu tempo vivendo na Babilônia, uma civilização que apresenta uma série de semelhanças com o nosso Brasil.

I. DANIEL NA UNIVERSIDADE DE BABILÔNIA
Assim como José e Moisés, Daniel e seus amigos receberam educação de povos pagãos, mas nenhum se esqueceu do Senhor, antes se mantiveram fiéis ao Deus vivo e testemunharam de seu poder.

1. Uma vida testemunhal
Aqueles que deveriam dar o exemplo em nossa nação, são os que mais nos assustam em casos de corrupção e desrespeito com a coisa pública. Parece que o compromisso com a verdade já não existe mais. Em resumo, todos os males que assolam a nação depõem contra a vida. Assim como fizeram Daniel e seus amigos, o crente de hoje precisa, cada vez mais, dar bom testemunho. Valores do Reino como o respeito, a honestidade, a paz e a valorização da vida precisam ser cada vez mais exaltados através de nossa conduta, e um dos lugares onde podemos demonstrar tudo isso na prática é a universidade.

O bom testemunho vem por palavras e ações, mas antes (e principalmente) por ações, afinal, como bem disse Paulo, “o Reino de Deus não é coisa de palavras, mas de poder” (1 Co 4.20). Essa é uma ideia que Paulo vem construindo desde o capítulo 2 da primeira Carta aos Coríntios. Esse poder não vem de nós, mas do Espírito Santo, como enfatiza a versão King James Atualizada em português, nos versos que compõem o texto áureo da lição:

Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras persuasivas de conhecimento, mas constituíram-se em demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé não se fundamente em sabedoria humana, mas no poder de Deus. A sabedoria que vem do Espírito (1 Co 2.4,5). [grifo nosso]

O Espírito de Deus é poderoso, e Ele habita em nós! Devemos dar atenção e vazão a esse poder, isto é, o Espírito Santo precisa fluir em nós, e isso só é plenamente possível se vivermos uma vida de santidade. Se fizermos assim, Ele nos conduzirá sabiamente e nos ajudará na articulação das palavras que, ao serem proferidas, não nos envergonharão, mas demonstrarão Seu poder.

O comentarista acerta quando diz que devemos adotar uma “abordagem sábia e oportuna que mostre a razão da nossa esperança”. Logo em seguida diz que o universitário cristão deve ser “oportuno na proclamação de Cristo” [grifo nosso]. Essa orientação ganha força nos dias atuais, uma vez que as pessoas estão cada vez mais impacientes e cheias de si mesmas. Ninguém quer ouvir sermões, explicações, pregações, etc. Além do mais, trilhar esse caminho pode ser muito perigoso, uma vez que a academia é palco para discussões de cunho ideológico, filosófico, científico e/ou religioso. Lá se reúnem as mais variadas ideias anticristãs. Muitas vezes os portadores de tais ideias são pessoas que militam por suas causas, e incansavelmente se preparam para isso. Podemos cair em armadilhas se entrarmos em debates sem a devida preparação, daí a importância de sermos oportunos, isto é, só abrirmos a boca na hora certa.

Jamais discuta com um tolo. Pode ser que as pessoas não consigam perceber a diferença. (Mark Twain)
O insensato não tem prazer no entendimento, mas sim em fazer valer seu modo de vida. (Pv 18.2 KJA)

3. Uma carreira acadêmica testemunhal
A vida acadêmica do universitário cristão também precisa ser exemplar. Ao passo que muitos não levam a sério a carreira acadêmica, mas se entregam às festas, por exemplo, que são bastantes frequentes entre jovens universitários, o crente deve fazer o contrário – deve ter uma vida estudantil disciplinada e exemplar, e honrar seus compromissos perante seus mestres – agindo assim, logo conquistará o respeito dos mestres e dos colegas. O estigma de que o cristão é uma pessoa “que não pensa”, e que por isso é enganada pela “ilusão da religião” permanece no imaginário de muitas pessoas. A academia é uma grande oportunidade para se provar o contrário.

Concluo este sub-tópico com uma importante citação no livro de Ezequiel, que apresenta Daniel como um parâmetro para se medir a sabedoria de alguém:

Por acaso és mais sábio que Daniel? 
Não há nenhum segredo que se possa esconder de ti? (Ez 28.3)

3. Uma carreira testemunhal
A importância de termos cristãos (ou pessoas que defendam valores cristãos) em posições estratégicas, que determinam os rumos da nação, reside no fato de que podemos viver em um país mais justo e feliz. Os valores do Reino seriam prioridade nas pautas de Brasília. É sempre bom lembrar o caso de William Wilberforce, que se tornou um dos maiores abolicionistas de seu tempo, trabalhando incansavelmente para alcançar seu objetivo, e o que deu impulso a sua missão foi o Evangelho, que mudou radicalmente sua vida. A Inglaterra nunca mais foi a mesma depois de Wilberforce! Que bom seria se iniciativas similares à dele se multiplicassem na saúde, na educação, na economia e na segurança do nosso Brasil!

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