
Quando o jornalismo se rende à lógica do infotainment, o mais normal é que de uma forma ou de outra acabem por surgir imagens com uma pluralidade de sentidos exemplarmente acidentais. Nesses momentos, a lógica da política enquanto espectáculo torna-se ainda mais evidente; no caso concreto, nem se trata apenas de assinalar a concordância entre os vingadores (ou a própria “missão” dos super-heróis) e a acção política e , portanto, democrática.
A publicidade que surge nas margens oferece-se assim mesmo como uma glosa, um comentário à margem do texto que ilumina o sentido da notícia. Nestas circunstâncias, é o próprio entretenimento e a sua lógica discursiva que oferece linhas de leitura e contextualização crítica da actualidade política e, por isso mesmo, do espaço público.