
01. Star Wars: Episódio VII — O Despertar da Força (2015)
Fantasia, ficção científica • 135 min. | ★★★★★★★★★☆
⚠️ AVISO: Eu me esforço para manter as resenhas livres de spoilers, mas às vezes algo escapa. LEIA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO!
Apesar de ser o sétimo episódio da saga espacial, O Despertar da Força é primeiro em muitos aspectos: primeiro lançamento da franquia em 10 anos (após A Vingança dos Sith, lá em 2005), primeiro sob o comando da Disney (que adquiriu a Lucasfilm em 2012 por US$ 4 bilhões), primeiro sem roteiro ou direção de George Lucas (cargos ocupado por J. J. Abrams, que já trabalhou na “outra franquia nas estrelas”), primeiro a abordar eventos após a queda do Império em O Retorno de Jedi, primeiro com protagonista feminina (a misteriosa Rey, interpretada majestosamente pela “caloura” Daisy Ridley) — enfim, acho que já deu pra entender.
Não bastasse isso, o filme inclusive parece o primeiro (ou quarto) episódio da saga: abre com o famoso prólogo em amarelo — situando os espectadores quanto ao estado da galáxia no início do filme—cortando em seguida para uma cena em que a organização autoritária que visa dominar a galáxia ataca a facção que a opõe. A semelhança segue: o vilão, mascarado e trajado de preto, desembarca de sua nave em meio aos seus opositores, ladeado por icônicos soldados stormtrooper de armadura branca — é Kylo Ren (personagem de Adam Driver), enfatizando visualmente seu desejo de suceder Darth Vader. Ele busca informações sigilosas e, em mais uma clara referência ao episódio inicial da série, Poe Dameron (piloto da Resistência interpretado por Oscar Isaac) esconde a referida informação em seu droide BB-8, ordenando-o a fugir pelo planeta desértico em que se encontram para evitar ser capturado. (Também honrando a tradição de Star Wars, BB-8 é um droide extremamente cativante.)

Ainda nessa cena inicial, porém, um dos personagem se destaca como diferença crucial entre este novo filme e aquele que começou tudo: o stormtrooper FN-2187 — ou Finn, como viria ser conhecido mais tarde. Na pele de John Boyega, Finn é um soldado relutante, que tem sua lealdade ainda mais abalada ao perder um amigo no campo de batalha. Essa sua diferença em relação aos outros é destacada de forma simples — e engenhosa — pelo diretor do filme: uma mancha do sangue de seu amigo em seu capacete, permitindo ao espectador diferenciá-lo dos demais soldados de armaduras idênticas nas cenas posteriores.
Enquanto Finn se corrói em dúvidas quanto à sua função, BB-8 chega a um entreposto comercial e encontra Rey. Mantendo os paralelos com Uma Nova Esperança, Rey se assemelha a Luke: uma sonhadora, presa a um planeta arenoso — Jakku ao invés de Tatooine — que é simplesmente pequeno demais para sua ambição. As estrelas são seu destino e este destino encontra ela na forma de um dróide rolante que a arrasta para uma grande aventura.

Falar mais estragaria as surpresas que O Despertar da Força guarda, e este é um filme que merece ser assistido, não lido. É suficiente dizer que o filme é um equilíbrio quase perfeito de nostalgia — encarnada no retorno de grandes nomes do elenco original como Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew e Anthony Daniels—com o novo, algo mais do que apropriado para o ponto de partida do que será o futuro da saga. Há bastante no filme para agradar aqueles que amam Star Wars como também aqueles que nunca haviam ouvido falar da saga até agora — ou seja, ninguém; quem é que nunca ouviu falar de Star Wars?!
👍 PRÓS:
- Filme evoca o clima da trilogia original…
- …Sem sacrificar sua originalidade
- Novo elenco é cativante e habilidoso
- Satisfatório ver o elenco original de volta em seus papéis clássicos
👎 CONTRAS:
- Ter de esperar até dezembro de 2017 para ver como a história continua 😢