
Prefácio
Well, here goes nothing…
Em 2016, estive em um sarau com um músico brasileiro que tinha feito sucesso internacionalmente. Entre uma música e outra, ele contava causos da sua trajetória, comentava seu processo de trabalho e explicava composições de seu novo — e primeiro — álbum autoral.
Ao falar de uma música inspirada em um filme iraniano, esse músico comentou que gostava de fazer resenhas dos filmes que assistia. Meu primeiro pensamento — ou melhor, o primeiro pensamento do meu ego — em relação a isso foi: “psh, eu também conseguiria fazer isso”. Meu segundo pensamento, mais racional, foi: “por que eu faria isso?”
Obviamente, eu não posso falar da motivação do referido músico em fazer suas resenhas; pra mim, porém, parecia um exercício de autoconhecimento: refletir sobre o filme assistido, identificar aquilo que gostei e não gostei, o porquê detrás de minha opinião, etc.
Estabeleci um filme que havia visto num passado próximo como marco inicial — o sétimo episódio de Star Wars, assistido em dezembro de 2015 — , listei todos os filmes que assistira desde então e comecei a fazer as resenhas, de forma descompromissada e para meu bel-prazer.
Porém, meu ego novamente se manifestou, dizendo que essas minhas resenhas estavam ficando interessantes demais para serem limitadas à minha visão. E é para isso que serve essa publicação: para que estas resenhas cheguem até você. Talvez eu esteja certo e elas sejam interessantes para alguém além de mim. Ou talvez não…
Mas se você leu até aqui, já é um bom começo. 😉