Com tanta informação, denúncias e outros tópicos importantes a serem apurados o que nos é oferecido é o velho pão e circo para desviar nossa atenção daquilo que interessa.

Um macaco, um baseado e uma banana para o povo brasileiro.




Sério…
Notícia bombástica agora na globo nacional: jovens são acusados de dar um cigarro de maconha para um macaco no Paraná.

Porra, por favor né, enquanto o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, instituído pelo Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009, está ai pra transformar o regime do Brasil em um autoritarismo, somos obrigados a ouvir sobre o macaco que após fumar um cigarro de maconha perdeu a inciativa e seu trabalho no zoológico e passou a morar em uma favela onde foi da maconha para o crack, e por ai vai. Só um exemplo do que nosso povo é condicionado a assimilar. O pior de tudo é que as pessoas acreditam que esse país não é de todo ruim.

Reclamando da vida e do Brasil, fui interrompido pela minha mãe que me disse que eu estou muito reativo. Bem ela não foi a primeira pessoa a dizer isso. Mas então pedi a ela pra me dizer uma coisa que seria melhor no Brasil do que em um país desenvolvido, a resposta foi que no Brasil se tem liberdade.

Qual liberdade temos aqui? Não conseguimos sequer escolher um representante decente para o país; não temos liberdade de estudar o que temos vontade (pois em todas as boas instituições não pagas temos de concorrer com alunos das melhores escolas particulares do país); não temos direito à moradia; não existe um plano de auxílio verdadeiro ao indivíduo desempregado; não temos direito a um tratamento decente de saúde ou odontológico (nem mesmo com os planos de saúde, bons tempos onde eles funcionavam); não temos o direito de ir e vir, pois a violência nos confina a nossas casas ou a outros ambientes “seguros”. E se tudo continuar da forma que está logo, não teremos direito a opinar.

O povo brasileiro tem de entender que existem outras formas de se viver que não a execrável realidade brasileira. Um país subdesenvolvido será sempre inferior em todas as áreas a um país desenvolvido, essa é a definição do conceito (usando da liberdade poética).
É como dizer que o Pronatec é a solução para a educação, o que na verdade é só um quebra galho para tentar ganhar um a mais. Vivemos de migalhas e não deveria ser assim.

Só mais um exemplo da dificuldade aqui na terra brasilis. Eu, querendo melhorar minha condição de vida, decido retomar minha condição de bacharel em jornalismo e retornar à área. Para isso resolvi buscar uma conceituada empresa de recolocação profissional. Ao entrar em contato com a mesma, fui informado de como seria essa recolocação, gostei muito do programa que envolve avaliações técnicas, elaboração de cv, orientação vocacional e utilização da network da própria empresa para encontrar um emprego. O problema do esquema veio no e-mail com as formas de pagamento. Por 6 meses desse serviço seria cobrado um valor de 9.772,00 reais sem garantia da tal recolocação. Entendo que talvez seja um serviço voltado ao pessoal executivo ou aos cargos de diretoria para cima, mas como alguém cuja profissão tem um piso que não ultrapassa 3.000,00 reais pode ser dar ao luxo de tentar algo parecido? Ao enviar e-mail pedindo que fosse confirmado o valor, e deixando claro a faixa salarial da minha profissão, simplesmente não houve resposta. Ao buscar algo semelhante na agência do trabalhador do Paraná a reposta foi de que não havia vagas, mas existiam cursos como: CURSO de AUTOMAQUIAGEM II ou CURSO ELETROTÉCNICA INDUSTRIAL (GRATUITO). ??? Ou seja, qual a liberdade aqui? Dizem que a ignorância é uma benção, mas coitado daquele que já quebrou um paradigma ou tem uma visão mais ampla, pois não há volta.

E falando nisso, voltando à conversa com minha mãe, ao falar que teríamos o direito a uma educação plena e não a um Pronatec, eis a resposta: “Pelo menos é alguma coisa.” É assim que se sobrevive sem capital no Brasil, de alguma coisa. Sobrevive-se, porque viver não é assim.