The Drone Papers: O Complexo de Assassinatos

Documentos militares secretos expõem o funcionamento interno das guerras dos drones durante o governo Obama

Texto: Jeremy Scahill — Tradução: André Quintão

Desde os primeiros dias de Barack Obama como presidente, os drones — usados pelos militares e pela CIA — foram as armas prediletas do governo para caçar e matar as pessoas que a sua administração considera — por decisões tomadas em processos secretos, sem acusação ou julgamento — dignas de execução. O setor de tecnologia de armas manuseadas a longa distância foi o que mais recebeu investimento estatal nos últimos tempos. Isso tem ampliado e facilitado o poder do Estado sobre a vida e a morte.

Drones são a ferramenta, não a política. A política é o assassinato. Desde quando Gerald Ford decretou a proibição de assassinato, por parte de agentes do governo do Estados Unidos, o Congresso tem evitado discutir a questão ou até mesmo definir o termo. Isso permitiu com que os atos cometidos pelas guerras dos drones se justificasse com eufemismos como, “assassinatos seletivos”.

Quando a administração de Obama vem a público discutir os ataques aéreos, ela oferece garantias de que a operação é uma alternativa com mais precisão do alvo do que as feitas por terra. Também é garantido que a autorização só é dada com duas condições: de que existe uma ameaça “iminente” e de que existe uma “quase certeza” de que o alvo não sairá vivo, independente da forma de operação escolhida. Entretanto, esses termos parecem entrar em uma espiral eterna, criando infinitas interpretações para além daquela dita oficialmente.

O primeiro ataque de drone fora de área de guerra aconteceu há mais de 12 anos. Porém, apenas em maio de 2013 a Casa Branca divulgou um conjunto de normas e procedimentos para a realização de tais ataques. Essas orientações foram pouco específicas e afirmavam que o EUA só iria utilizar os drones fora das “áreas de guerra” se um alvo representasse uma “ameaça contínua e iminente aos cidadãos estadunidenses”. Acontece que essas orientações nunca especificaram como se daria o processo interno para decidir se um suspeito deve ou não ser morto. A mensagem implícita dos ataques aéreos da administração de Obama tem sido: confie, mas não verifique.

Foto: The Intercept

The Intercept obteve acesso a slides secretos que mostram o funcionamento interno das operações militares de morte/captura promovidas pelos Estados Unidos. Os documentos, que mostram dados entre 2011 e 2013, fazem parte de um período em que as guerras dos drones demonstraram uma grande evolução. Os documentos, que também mostram o ponto de vista dos agentes em relação as deficiências e falhas do programa de drone, foram fornecidos por uma fonte de dentro da agência de inteligência que trabalhava com esses programas e operações. O The Intercept concedeu a fonte o direito do sigilo por se tratar de documentos classificados como secretos e porque o governo do Estados Unidos tem se perseguido as fontes de vazamentos do tipo. Por isso, nessa série de reportagem, iremos nos referir a pessoa responsável pelo vazamento como “a fonte”.

A fonte disse que decidiu fornecer esses documentos ao The Intercept por acreditar que os cidadãos tem o direito de entender o processo pelo qual as pessoas são colocadas nas listas de morte do governo e, finalmente, assassinado por pessoas do mais alto escalão do governo dos EUA. “Essa explosão escandalosa de watchlisting — de monitorar pessoas e tráfegos para empilhá-los em lista, atribuindo-lhes numeros, antribuindo-lhes ‘figurinhas de beisebol’, atribuindo-lhes sentenças de morte, sem aviso prévio, fazendo de todo o mundo um campo de batalha — foi, desde o primeiro momento, errado” disse a fonte.

“Nós estamos permitindo que isso aconteça. E por ‘nós’, quero dizer cada cidadão americano que tem acesso a esta informação agora, mas que continua não fazendo nada sobre isso.”

O Pentágono, a Casa Branca e o Comando de Operações Especiais se recusaram a comentar o caso. Enquanto um porta-voz do Departamento de Defesa disse: “nós não comentamos sobre os detalhes de relatórios confidenciais”.

A CIA e o Comando de Operações Especiais dos EUA operam, paralelamente, diversos programas de assassinato com base no uso de drones. Por isso, esses documentos secretos devem ser vistos no contexto de uma intensa guerra interna sobre a qual a entidade deve garantir a supremacia das operações. Dois conjuntos de slides se concentram em intervenções militares na Somália e Iêmen, ocorridas entre 2011 e 2013, através de uma unidade secreta, a Task Force 48–4.

Documentos adicionais sobre operações de morte/captura no Afeganistão retira a máscara do governo Obama e mostram o número verdadeiro de mortes de civis relacionadas aos ataques aéreos. A maquiagem dos números, como mostram os documentos, acontecia através de farsas. Os civis mortos eram postos na lista de inimigos mortos, mesmo que eles não fossem o alvo preterido. Os slides também pintam o retrato de outra campanha no Afeganistão que não visava apenas a eliminação da Al Qaeda e do Taliban, mas também a eliminação de outros grupos armados locais.

Um documento ultra-secreto mostra como a “watchlist” aparece nos terminais dos agentes que realizam as operações dos drones, ligando códigos únicos associados com cartões SIM — usados em aparelhos celulares — a fim de ter uma localização geográfica dos alvos.

Os custos para a coleta de informações, quando supostos terroristas são mortos ao invés de serem capturados, são descritos nos slides referentes ao Iêmen e a Somália, que são parte de um estudo de 2013 conduzido por uma entidade do Pentágono, a Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da Força-Tarefa. O estudo ISR lamentou as limitações do programa de drones, defendendo a adoção de drones mais avançados e outros aviões de vigilância, além da ampliação do uso de navios de guerra para estender o alcance das operações de vigilância necessárias para ataques direcionados. Foi também contemplada a criação de novos aeródromos “politicamente desafiadoras” e recomendado capturar e interrogar suspeitos de terrorismo, ao invés de matá-los em ataques aéreos.

Na época, a ISR Task Force estava sob o controle de Michael Vickers, subsecretário de Defesa para Inteligência dos Estados Unidos. Vickers, um defensor feroz dos ataques aéreos e uma figura lendária do paramilitarismo, havia incentivado o aumento significativo do uso das forças armadas pelas forças de operações especiais. A ISR Task Force é vista por legisladores como uma defensora da vigilância e do uso de drones.

O estudo também revela novos detalhes sobre o caso de um cidadão britânico, Bilal el-Berjawi, que teve sua cidadania cancelada antes de ser morto um um drone estadunidense, em 2012. A inteligência britânica e estadunidense mantinham Berjawi sob vigilância constante. Como ele saiu do Reino Unido para a África Ocidental, as agências não ocnseguiram capturá-lo. Assim, o EUA caçou e matou-o na Somália.

Lidos como um conjunto, os documentos nos levam à conclusão de que em 14 anos, Washington vive uma dependência excessiva das agências de inteligencia. Isso tem gerado baixas civis, aparentemente, incalculáveis, e — devido a preferencia pelo assassinato, ao invés da captura — uma incapacidade de extrair informações valiosas dos suspeitos de terrorismo. Eles também destacam a futilidade da guerra no Afeganistão, mostrando como os EUA tem atiçado a ameaça que busca enfrentar.

Esses slides ajudam a construir uma compreensão do contexto histórico sobre as guerras que Washington tem causado, e são especialmente relevantes para vermos como os militares estadunidenses tem intensificado e encoberto seus ataques aéreos contra o ISIS, na Síria e no Iraque. Essas campanhas, como as descritas nesses documentos, são guerras não convencionais que empregam forças de operações especiais como a ponta da lança.

A doutrina “localizar, corrigir, acabar” que tem alimentado as guerras pós-11/9 está sendo refinada e institucionalizada. Seja através da utilização de drones, incursões noturnas ou novas plataformas ainda a serem desencadeadas, estes documentos desnudam a normalização do assassinato como um componente central da política de contraterrorismo dos EUA.

“Os militares se adaptam facilmente às mudanças, mas eles não gostam de interromper o que acham que facilitará suas vidas, ou o que é para o seu benefício. E isso é, aos seus olhos, uma forma muito rápida e limpa de fazer as coisas. É uma maneira muito fluida e eficiente de conduzir a guerra. Assim eles não repetem os erros das invasões terrestres, ocorridas no Iraque e Afeganistão” disse a fonte. “Mas neste momento, eles se tornaram tão viciados nesta máquina, a essa forma de fazer negócios que — quanto mais tempo eles ficam autorizados a continuar nesse caminho — parece cada vez mais difícil de puxá-los para longe dele.”
Foto: Mohammed Hamoud/Anadolu Agency/Getty Images

Os artigos de The Drone Papers foram produzidos por uma equipe de repórteres e pesquisadores da Intercept que passou meses analisando os documentos. A série se destina a ser um longo histórico dos métodos e resultados do programa de assassinatos promovido pelos Estados Unidos. Esta campanha, realizada por dois presidentes, em quatro mandatos presidenciais, foi envolvida pelo excesso de segredo. O público tem o direito de ver esses documentos não só para se envolver em um debate com informações sobre o futuro das guerras dos EUA, aparentes ou ocultas, mas também para compreender as circunstâncias em que o governo dos EUA se dá o direito de sentenciar pessoas à morte de forma autoritária, sem levar em consideração outras penas, como a prisão e os direitos, como o julgamento.

Esta série revela:

—COMO O PRESIDENTE AUTORIZA A CRIAÇÃO DE LISTAS PARA ASSASSINATOS —

Tem sido amplamente relatado que o presidente Obama aprova diretamente a inclusão de “alvos de grande valor” na “lista da morte”, mas o estudo secreta da ISR fornece uma nova visão sobre a cadeia de destruição, incluindo um quadro detalhado que se estende à inteligência eletrônica e humana, criando assim um caminho até chegar ao presidente. No mesmo mês que o estudo foi divulgado — maio de 2013 — Obama assinou a orientação política sobre o uso da força em operações de contraterrorismo no exterior. Um alto funcionário do governo, que se recusou a comentar sobre os documentos secretos vazados, disse ao The Intercept que “essas orientações permanecem em vigor até hoje”.

Os agentes da inteligência dos Estados Unidos recolheram informações sobre alvos potenciais, como as interceptações ditas anteriormente, tomando como base as listas de observações do governo. Na época do estudo, quando alguém era indicado à lista da morte, os analistas da inteligência criavam uma espécie de “figurinha de baseball” com todas as informações obtidas do suspeito. “Essa informação era então ‘empacotada’ em uma pasta de informações de destino’ para servir como fonte de informação, até o momento de ataque.” Em média, a espera para que o presidente inclua um nome na lista de morte é de 58 dias, como mostra um dos documentos. Os documentos incluem dois estudos de caso que são baseados, parcialmente, em informações registradas nas “figurinhas de baseball”.

O sistema para criar “figurinhas de baseball” e direcionar os pacotes, segundo a fonte, depende — em grande parte — das intercepções da inteligência. “Ele não é um método infalível”, disse ele. “Você está confiando no fato de que você tem todas essas máquinas, que são muito poderosas, capazes de coletar quantidades extraordinárias de dados e informações”, o que pode levar o pessoal envolvido em assassinatos seletivos a acreditarem que possuem “poderes divinos”.

— ASSASSINATOS DEPENDEM DE UMA ‘INTELIGÊNCIA NÃO CONFIÁVEL’ E ‘INTELIGÊNCIA ACUMULADA’ —

Em zonas de guerra não declarada, os militares estadunidenses tornam-se excessivamente dependentes das informações obtidas pela inteligência, ou SIGNT, para identificar e, finalmente, caçar e matar as pessoas. Os documentos reconhecem que a utilização de metadados a partir de telefones e computadores, bem como comunicações interceptadas, é um método inferior de encontrar as pessoas visadas. Eles descreveram as capacidades do SIGNT nestes locais como “pobres” e “limitados”. No entanto, essa coleta de dados, é em grande parte fornecidos por parceiros estrangeiros, responsáveis por mais da metade dos dados de inteligência utilizados no rastreamento de alvos no Iêmen e na Somália. O estudo da ISR caracteriza essas falhas como um obstáculo técnico para operações eficientes, omitindo assim o fato de que a inteligência defeituoso levou à morte de pessoas inocentes, incluindo cidadãos estadunidenses.

A fonte ressaltou a falta de confiabilidade dos metadados, que na maioria das vezes são originários de interceptações realizadas em celulares e computadores. Estas fontes de informação, identificados pelos chamados seletores — como um número de telefone ou endereço de email — são as principais ferramentas utilizadas pelos militares para localizar e matar os seus alvos. “Ela exige uma quantidade enorme de fé na tecnologia que você está usando”, disse a fonte. “Há inúmeros casos em que eu me deparei com erros da inteligência”. “É impressionante o número de erros. É necessário que se passem vários meses ou anos para você perceber que, na verdade, o telefone interceptado era o da mãe do alvo”.

Segundo a fonte, a visão que se tem de dentro da comunidade de operações especiais, sobre os alvos, é: “Eles não tem direitos. Eles não tem nenhuma dignidade. Eles não tem a humanidade para si. Eles são apenas ‘dados’ para analistas. Você acabará por chegar a um ponto em que você não vai precisar usar o nome para se referir a ele.” Esta prática, segundo a fonte, contribui para “desumanizar as pessoas antes que você mesmo encontre a questão moral: “isso é uma chacina?”

Os próprios estudos da ISR afirmam que, ao matar os suspeitos de terrorismo, a coleta de informações se torna mais difícil. O estudo secreto afirma: “operações em que se mata o alvo reduzem significativamente os dados recolhidos”. Um gráfico mostra que as ações de operações especiais no Chifre da África resultou na captura de apenas 25% dos alvos, indicando uma inclinação forte para as intervenções graves.

— MUITOS ATAQUES. CAUSANDO MAIS MORTES DO QUE O PLANEJADO—

A Casa Branca e o Pentágono se gabam de que o programa de assassinato seletivo é preciso e que as mortes de civis são mínimas. No entanto, documentos detalhando uma campanha de operações especiais no nordeste do Afeganistão, a Operação Haymaker, mostram que entre janeiro de 2012 e fevereiro de 2013, os ataques aéreos dos Estados Unidos foram responsáveis pela morte de 200 pessoas.Destes, apenas 35 eram identificados como alvos. Durante um período de operação de cinco meses, de acordo com os documentos, quase 90% das pessoas mortas em ataques aéreos não eram tidas como alvo. No Iêmen e na Somália, onde os EUA tem inteligência muito mais limitada, dificultando assim a diferenciação entre civis e terroristas, os números podem ser muito piores.

“Qualquer vizinho de um alvo dos EUA pode ser culpado por associação”, disse a fonte. “Quando um ataque de drone mata mais do que uma pessoa, não há garantias de que essas pessoas mereciam esse destino… Então é um jogo fenomenal”.

— AS FORÇAS ARMADAS CLASSIFICAM CIVIS MORTOS COMO “INIMIGOS MORTOS EM AÇÃO” —

Os documentos mostram que os militares classificam os mortos em operações como EKIA — “inimigo morto em ação — mesmo que elas não tenham sido consideradas como alvo. Essa status é mantido para sempre, ao menos enquanto não aparecem provas de que a pessoa morta não era terrorista ou combatente. Esse processo, segundo ele, “é uma loucura. Mas nós nos confortamos com isso. A comunidade de inteligência, a JSOC, a CIA e todo mundo que ajuda e apoia esses programas, ficam confortados com a ideia.”

— O NÚMERO DE PESSOAS NA LISTA DA MORTE E OUTRAS OPERAÇÕES DE ASSASSINATOS —

De acordo com um slide secreto, em junho de 2012, havia dezesseis alvos no Iêmen, e o presidente Obama autorizou as forças a realizarem a operação especial para assassinar. Na Somália, foram quatro. As estatísticas contidas nos documentos parecem referir-se apenas às metas aprovadas no âmbito da autorização de 2001 para uso da força militar. Só em 2012, de acordo com os dados compilados pelo Bureau of Ivestigative Journalisnm, havia mais de 200 pessoas mortas em operações no Iêmen e entre quatro e oito na Somália.

— A GEOGRAFIA DAS OPERAÇÕES DE ASSASSINATO —

No Afeganistão e no Iraque, o ritmo de ataques dos Estados Unidos foi muito mais rápido do que no Iêmen e na Somália. Ao que parece, isso se dá pelo motivo de que os dois países estão inseridos nas “zonas de guerras” e no Iraque os EUA foram capazes de comandar ataques a partir de bases mais próximas dos alvos. EM contrapartida, na Somália e Iêmen, “zonas de guerras não declaradas” as operações tiveram restrições mais severas, motivou pelo qual os analistas estadunidenses descreveram uma série de burocracia para autorização como obstáculo. O estudo secreto afirma que os números anteriores de operações no Iraque e Afeganistão eram “significativamente menor” visto que antes, nesses países, também havia esses “fatores limitativos”.

Mesmo depois que o presidente aprova o ataque a um alvo no Iêmen ou Somália, a distância geográfica entre a base e o alvo cria um desafio para as forças estadunidenses — segundo os documentos, enquanto 80% dos ataques no Iraque se dão a uma distância, em média, de 150Km entre o alvo e a base, no Iêmen a distância média entre os dois é de cerca de 450Km. Na Somália foi mais de 1000Km. Em média, ainda segundo os documentos, um o EUA demora cerca de 6 anos para criar um alvo na Somália, mas apenas 8,3 meses para assassinar o alvo — contando a partir do momento que o presidente assina a autorização.

— INCOERÊNCIAS DA CASA BRANCA AO FALAR SOBRE OS ASSASSINATOS SELETIVOS —

Representantes da Casa Branca afirmam publicamente que a força letal será lançada apenas contra alvos que constituem uma “ameaça iminente para os estadunidenses”. No entanto, os documentos mostram apenas um comentário explícito em relação a esse critério: a de que uma pessoa “representa uma ameaça para o interesse dos EUA”. Embora essa declaração possa fazer sentido em um contexto de guerra declarada em que militares estadunidenses estão em terreno estrangeiro em grande número, como no Afeganistão, esse padrão é tão vago quanto sem sentido em países como Iêmen e Somália, onde existem poucos funcionários dos Estados Unidos.


Enquanto muitos documentos contenham recomendações internas explícitas para melhorar a guerra não convencional dos Estados Unidos, a fonte disse que o que está implícito é ainda mais significativo. Uma das reflexões possíveis sobre o conteúdo dos documentos sobre os programas de assassinato é: “Esse processo pode funcionar. Nós podemos trabalhar as falhas. Nós podemos nos desculparmos pelos erros. E, eventualmente, vamos continuar até o ponto que não teremos que voltar atrás… e explicar porque um monte de pessoas inocentes foram mortas.”

As pessoas que arquitetam uma operação de assassinato em escala mundial não parecem tão preocupadas com o seu impacto ou implicações morais. “Tudo que você tem que fazer é dar uma olhada no mundo e no que ele se tornou. É olhar para a inércia do nosso Congresso, a tomada de poder do Executivo ao longo da última década”, disse a fonte. “Nunca se considera: o que estamos fazendo vai garantir a nossa integridade moral? Não apenas a nossa integridade moral, e a vida e humanidade das pessoas que viverão com essa história?”

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.