Draymond Green quebrou regras da NBA ao ligar para KD, e agora?

Segundo Zach Lowe, da ESPN, Draymond Green não perdeu tempo nenhum para iniciar o recrutamento de Kevin Durant. Ainda no estacionamento da Oracle Arena, após a derrota no Jogo 7 das Finais de 2016, Green afirma ter ligado para Durant, convidando o jogador para se juntar ao Golden State Warriors.

O problema? Durant ainda estava sob contrato com o Oklahoma City Thunder. As Finais terminaram no dia 19 de Junho de 2016, KD só ficou livre de seu contrato no dia 1º de Julho do mesmo ano.

Se Green não exagerou para contar uma história mais impressionante — ei, quem nunca — ele rompeu as regras de tampering da NBA. A regra protege times da liga de qualquer interferência com jogadores sob contrato.

Essa interferência ocorre quando um jogador ou time induzem, aliciam ou persuadem direta ou indiretamente qualquer um (jogador, executivo, treinador, etc) que está sob contrato com outro time para que possam negociar com ele.

Exatamente o que Green fez.

As punições podem ser desde suspensões até multa de, no máximo, US$50.000. Normalmente, a NBA espera que um time entre com uma reclamação para investigar, mas não é incomum que, caso ninguém reclame, a liga investigue mesmo assim.

Vendo entrevistas com executivos, se percebe que eles evitam falar em atletas contratos por outros times. Tudo isso, para evitar o tampering.

Em 1995, a NBA descobriu que o Miami Heat negociou com Pat Riley enquanto ele ainda era treinador do New York Knicks. O Heat chegou a um acordo para evitar maiores punição e deu US$1 milhão e a escolha de primeito round do draft de 1996.

Will Purdue comentou sobre a possibilidade de ver seu Chicago Bull contratando Tim Duncan ou Grant Hill em 2000. A NBA considerou isso tampering e deu um aviso ao pivô.

A torcida dos Warriors não devem se preocupar, mas impressionante como Grenn não consegue ficar longe de confusões. Encaixaria perfeitamente em um filme da Sessão da Tarde.