Criamos um monstro chamado feminismo #060

Como uma palavra pode mudar tanto a definição de comportamento em sociedade? Como homem gay que sou, tenho algumas dúvidas básicas e latentes sobre uma pauta que parece muito simples. A linha entre ser apoiar o movimento feminista e uma pessoa que verbaliza como macho empático é tênue. E acredito que não estamos na posição de ligar o foda-se para uma pauta tão sensível, que afeta tantas mulheres no mundo. Obviamente, eu não poderia ter a resposta dessas perguntas, então eu procurei minha referência de feminista para discorrer sobre:

  1. Homens gays são menos machistas que homens héteros?
    Não. Orientação sexual não muda o fato de ser um homem com seus privilégios.
  2. Homens héteros podem falar de feminismo?
    Homem pode apoiar causas feministas, pode questionar uma amiga feminista sobre uma questão que ele não entende, e com isso, ter mais informações para entender melhor sobre o assunto. Porém, o que o homem não pode fazer é dizer como o feminismo deve funcionar e roubar o protagonismo. Por exemplo, você não pode dizer eu acho que as feministas deveriam fazer isso e aquilo ou eu acho que as feministas devem ser mais incisivas ou eu acho que tal mulher não é feminista. O importante é saber o seu lugar como homem na sociedade.
  3. Homens gays podem falar de feminismo?
    A mesma coisa.
  4. Todos os homens podem ser feministas?
    Homens são apoiadores do feminismo e não feministas.
  5. Todos os homens devem ser escrotizados e rotulados como machistas?
    Todo mundo é machista porque vivemos em uma cidade estruturalmente machista. A luta diária é desconstruir o máximo possível para um mundo mais igualitário.

Se você não está preparado para encarar uma sociedade menos machista (de verdade), mais empática e igualitária, eu sugiro que você se exile em alguma caverna por aí. Feminismo não é um monstro, mas a mudança de comportamento precisa ser monstruosa. Pelos esclarecimentos, meu obrigado sempre à Fernanda Tiné, a feminista mais firme e coerente que eu conheço. E que por obra do destino, é meu orgulho de melhor amiga.

Vamos dialogar sobre.