Inspiração pra quê? #037

Em março fez 7 anos que eu criei meu primeiro blog. Se você é do tipo de pessoa que aprecia vergonha alheia, pode revisitar a primeira temporada do Squared-Me aqui. Na época fazia sentido pra mim, um garoto de tenros 19 anos, escrever minhas percepções sobre música, photoshoots, arte e todas as fontes de inspiração que me rodeavam. O tempo passou, eu migrei o blog pro coletivo de festas + fotografia + conteúdos, Fiesta Intruders, que, infelizmente, não está na ativa.

Na perseverança de desanuviar o que eu absorvia, criei o Squared-Me no Wordpress em pleno 2012, e mais uma vez, você, apreciador da vergonha alheia, pode ainda dar uma bisbilhotada aqui. Um ano depois, nada daquilo fazia muito sentido pra mim e eu fui apostar no Tumblr e no Pinterest, mas que só tinham significados visuais — que não são poucos e são fontes inesgotáveis de referências, com possibilidades de mood boards incríveis. Comecei a imprimir as inspirações que eu consumia, aos poucos, no meu trabalho, que não era muito elástico e não me permitia lá muita liberdade criativa, mas hoje parece que o jogo virou. Criei minha publicação no Medium e hoje, faço daqui meu arsenal diário de todas as absorções e libertações que me consomem.

Mas, afinal de contas, inspiração pra que mesmo? Durante essa jornada incansável, percebi que é um lance igual felicidade: não correr pra chegar até ao final da linha, e sim, o percurso da linha como um todo. Você nunca vai encontrar um vale das inspirações e vai sentir o deleite sublime do encantamento. É aquele olhar lapidado, é a maneira como você transmite o que você sente com seus 5 sentidos, é a somatória de todas as experiências que a gente sobre-vive, é o amadurecimento da junção do mundo real e da realidade paralela que a gente vive. É a conclusão que eu cheguei e verbalizei pra mim depois de 7 anos procurando sem parar por inspiração.